Alagoas projeta até R$ 10 bilhões em investimentos no setor energético até 2032
Painel do Gazeta Summit aponta integração entre poder público e iniciativa privada como chave para consolidar estado no mapa da energia

28/04/2026 às 12:08 • Atualizada em 28/04/2026 às 14:27 - há XX semanas
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Com uma previsão de até R$ 10 bilhões em investimentos no setor energético até 2032, Alagoas desponta como uma das principais apostas do país na transição energética. O cenário foi destacado durante o segundo painel do Gazeta Summit Alagoas 2050 Energia, que discutiu o tema “Alagoas no mapa da energia: potencial e políticas públicas”, nesta terça-feira (28), na Associação Comercial de Maceió.
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O debate, mediado pela jornalista Thaise Cavalcante, reuniu representantes do setor produtivo, do governo e do Legislativo, que avaliaram a necessidade de integração e planejamento para viabilizar os projetos estruturados no estado.
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Representando a Algás, o gerente comercial Fábio Sousa destacou o papel da empresa na expansão da infraestrutura de distribuição de gás natural. Segundo ele, a companhia atua para garantir que o insumo chegue aos polos de consumo, acompanhando o crescimento da demanda energética.
“Mesmo não sendo produtora, nossa função é viabilizar a infraestrutura. Alagoas tem uma pluralidade de matrizes energéticas e a distribuição de gás se insere nesse contexto, inclusive com sinergia com biocombustíveis e biometano”, afirmou. Ele também citou a expansão prevista para o interior como resposta às novas demandas do setor.


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Já o superintendente de Políticas Energéticas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), Bruno Carvalho Macêdo, detalhou o papel do Estado na estruturação do ambiente necessário para esses investimentos.
“O poder público não constrói as usinas, mas cria as condições para que elas aconteçam. Isso envolve incentivos, regulação e segurança nos processos”, explicou. Segundo ele, o estado já possui projetos licenciados e contemplados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) até 2032, além de iniciativas em biocombustíveis avançados e aproveitamento energético de resíduos sólidos.
Macêdo ressaltou ainda que os investimentos previstos pelo Estado, na ordem de R$ 10 bilhões até 2032, devem gerar entre 8 mil e 10 mil empregos, ampliando diferentes cadeias produtivas ligadas ao setor energético.
A deputada estadual Fátima Canuto destacou o papel do ambiente institucional para garantir a atração desses recursos. Relatora da Lei do Gás (9.029/2023), ela afirmou que a legislação criou bases sólidas para o crescimento do setor.
“Segurança jurídica, ambiente regulatório e eficiência dos processos são pilares fundamentais para que os investimentos aconteçam”, pontuou.
Durante o painel, a parlamentar também destacou o impacto do recente leilão de energia que contemplou Alagoas com 12 termelétricas a gás natural, com concentração no Pilar. “Pilar foi contemplado, e isso mostra que estamos preparados. Alagoas está integrada a uma nova fronteira energética”, afirmou.
Fátima Canuto também apontou desafios, como a necessidade de tornar o mercado livre de gás mais atrativo e avançar na integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Segundo ela, estados que oferecerem energia mais limpa e competitiva terão vantagem na atração de investimentos nos próximos anos.
“O gás natural é estratégico e estamos construindo um ambiente preparado para crescer, atrair investimentos e gerar oportunidades. Energia é desenvolvimento”, concluiu.