Frequência sexual não está associada ao nível de paixão, sugere estudo
Frequência do sexo não mede a intensidade do amor, aponta estudo australiano que relaciona vida sexual a outros fatores

Não é incomum que as pessoas associem a frequência das relações sexuais ao nível de paixão entre um casal. Um novo estudo publicado na revista científica Current Sexual Health Reports, porém, contraria essa crença. Segundo a revisão, fatores como intensidade do desejo, força dos sentimentos, pensamentos constantes e nível de dedicação não foram capazes de prever com que frequência o casal transa.
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Em contrapartida, a pesquisa reforçou que o início do relacionamento, sim, está associado a uma maior frequência sexual. Jovens adultos relataram uma média de 3,5 relações por semana, enquanto casais casados registraram, em média, uma relação semanal.
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“Surpreendentemente, os cientistas não costumam investigar a frequência sexual em pessoas que vivenciam o amor romântico”, destacou Adam Bode, pesquisador da Universidade de Melbourne, na Austrália, e líder da revisão, em entrevista a um portal internacional.
O que dizem os dados


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Os dados sugerem que a frequência das relações sexuais está mais relacionada a um amor estável do que à intensidade da paixão. Além disso, pesquisas de neuroimagem indicam que, após cerca de um ano de relacionamento, a frequência do sexo pode diminuir, mesmo quando o casal continua vivenciando sentimentos intensos.
A revisão também cita uma análise que identificou quatro perfis amorosos: leve, moderado, intenso e libidinoso. Embora o grupo classificado como intenso apresentasse níveis mais elevados de romance e compromisso, o grupo libidinoso fazia mais sexo — quase dez vezes por semana — e demonstrava maior energia e abertura para novas experiências.
Os pesquisadores também observaram que esse grupo fazia maior uso de antidepressivos da classe dos ISRS, o que, segundo a análise, sugere que o entusiasmo característico do início do relacionamento pode superar o efeito colateral desses medicamentos sobre o desejo sexual.
Surpresa para o pesquisador
Ao final, o próprio líder do estudo afirmou ter se surpreendido com os resultados. “Para ser honesto, fiquei um pouco surpreso com a baixa frequência média de relações sexuais entre jovens adultos apaixonados. Na minha experiência pessoal, quando eu era jovem e apaixonado, fazia sexo com essa frequência todos os dias. Então, acho que sou um pouco atípico”, concluiu.
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