Bioestimulador não é preenchedor: dermatologista explica diferenças
Dermatologista Paula Sian detalha em clínica os objetivos, prazos, riscos e cuidados essenciais com os injetáveis

Com a popularização dos procedimentos estéticos, tem sido cada vez mais comum que pacientes cheguem aos consultórios confundindo as técnicas disponíveis. Para colocar fim às dúvidas, o Metrópoles entrevistou a dermatologista Paula Sian, que explica: embora ambos sejam aplicados por injeções, o bioestimulador de colágeno e o preenchedor possuem propósitos completamente distintos na harmonia facial.
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O papel de cada técnica
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Segundo a especialista, enquanto o bioestimulador é indicado para fazer o próprio organismo produzir colágeno, melhorando a firmeza, a sustentação e a qualidade geral da pele, o preenchedor tem a missão direta de devolver volume a áreas específicas.
“O bioestimulador não tem como principal função dar volume, mas estimular o corpo a produzir colágeno e melhora a sustentação da pele. No preenchimento, o volume é o efeito principal”, pontua a dermatologista.


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Regiões como lábios, queixo, mandíbula, bochechas ou sulcos mais marcados recebem o preenchedor para correções pontuais. Já o estímulo de colágeno combate a flacidez e a queda global do rosto de forma difusa.
O tempo e o ritmo dos resultados
A forma como o paciente enxerga a transformação no espelho também muda radicalmente entre os dois tratamentos. O resultado do preenchimento costuma ser percebido logo após a aplicação e a redução do inchaço.
Em contrapartida, o bioestimulador age aos poucos. O procedimento exige um protocolo com sessões espaçadas, fazendo com que o resultado apareça progressivamente e leve alguns meses para ser notado por completo.
Riscos e o perigo das generalizações
Um erro frequente apontado pela médica é colocar todos os injetáveis — incluindo a toxina botulínica — no mesmo grupo, o que gera expectativas irreais. A dermatologista reforça que os procedimentos exigem cautela e avaliação individualizada.
Apesar de seguros quando bem indicados e feitos por profissionais capacitados, os injetáveis envolvem riscos que vão desde dor, inchaço, hematomas e nódulos até alergias e infecções. O uso de preenchedores em áreas altamente vascularizadas, como o nariz, exige ainda mais atenção devido ao risco de complicações graves.
Restrições e a busca pela naturalidade
Por questões de segurança, gestantes, lactantes, menores de 18 anos e pessoas que usam anticoagulantes ou têm risco de sangramento não devem realizar os procedimentos sem uma rigorosa avaliação individual. De acordo com a médica, após a aplicação, recomenda-se evitar exercícios físicos no dia e monitorar sinais de alerta, como dor intensa ou calor local.
As técnicas podem ser combinadas com segurança quando há indicação médica, priorizando a sustentação antes da volumização. Para Paula Sian, o segredo do sucesso está no respeito à individualidade:
“Não existe uma receita única. São recursos diferentes, que podem ser excelentes quando bem indicados. O mais importante é entender o que cada pele precisa e buscar um resultado seguro, harmônico e natural.”
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