Casagrande vê problema na Seleção mesmo após goleada: “Tudo gira em torno de Vini Jr.”
Comentarista elogiou resultado, mas criticou rendimento do Brasil na Copa
O ex-jogador e comentarista esportivo Walter Casagrande Júnior avaliou que a vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti foi importante para encaminhar a classificação, mas fez críticas ao desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Casagrande afirmou que o Brasil teve um rendimento abaixo do esperado diante de um adversário tecnicamente inferior e demonstrou preocupação com a dependência ofensiva em relação a Vinícius Júnior.
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“O Brasil como rendimento foi muito fraco. Não conseguiu se impor, não conseguiu dominar completamente o Haiti”, afirmou.
Na análise do comentarista, os principais lances ofensivos da Seleção passaram pelos pés de Vinícius Júnior. Casagrande lembrou que o atacante participou diretamente dos gols mais importantes do Brasil nos dois primeiros jogos da Copa do Mundo.


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“O Brasil está dependendo exclusivamente, na parte criativa e na finalização, do Vinícius Júnior”, disse.
Para sustentar o argumento, ele citou a participação do atacante nos gols contra Marrocos e Haiti. Segundo Casagrande, Vinícius foi decisivo tanto na construção quanto na conclusão das jogadas que garantiram os resultados da Seleção.
Além das críticas ao setor ofensivo, o ex-jogador também apontou problemas na dinâmica do meio-campo brasileiro. Na visão dele, a equipe tem apresentado pouca intensidade, circulação lenta da bola e dificuldades para acelerar o jogo.
“O meio-campo está muito lento. A equipe não tem densidade, não tem uma dinâmica forte de jogo”, avaliou.
Casagrande destacou ainda que, mesmo sem levar grande perigo ao gol brasileiro, o Haiti encontrou espaços e obrigou Alisson a fazer intervenções importantes durante a partida.
Apesar das observações, o comentarista reconheceu que o resultado foi positivo e deixou o Brasil em situação confortável na luta pela classificação. No entanto, ele acredita que o nível de atuação precisará subir consideravelmente quando a competição entrar em sua fase decisiva.
“Na prática, foi ótimo o resultado. A classificação está encaminhada. O problema é quando entrar no mata-mata. O rendimento precisa ser muito maior”, afirmou.
Para Casagrande, as seleções que mais chamaram atenção na Copa do Mundo até agora têm uma característica em comum: intensidade. Justamente um aspecto que, segundo ele, ainda falta ao Brasil.
“Hoje, as grandes seleções jogam com muita intensidade. O Brasil está muito abaixo nesse aspecto”, concluiu.

