Após corte de Wesley, o que muda na estrutura da Seleção Brasileira para os jogos da Copa?
Lateral-direito sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, e é desfalque importante para a defesa brasileira

Caio Alves
08/06/2026 às 14:21 • Atualizada em 08/06/2026 às 15:24 - há XX semanas
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No último amistoso da Seleção Brasileira antes do início da Copa do Mundo, contra o Egito, realizado no último sábado (6) em Cleveland, a equipe sofreu uma baixa importante: Wesley saiu de campo ainda no primeiro tempo, devido à uma lesão.
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Após os resultados de exames feitos um dia após o jogo, foi constatada uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda do lateral.
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Para a surpresa de muitos, o técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, não convocou um jogador da mesma posição após o corte de Wesley. O escolhido foi Éderson, volante de destaque no time da Atalanta, que briga na parte de cima da tabela do campeonato Italiano. O meio-campista já teve passagem por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza, além de já ter sido convocado anteriormente para a Seleção.
Não há duvidas que o volante brasileiro tenha a capacidade técnica para participar de um Mundial, inclusive, não é à toa que o gigante clube inglês, Manchester United, está muito próximo de oficializar a compra do atleta junto à Atalanta, segundo diversos jornais da Inglaterra e da Itália.


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O ponto de questionamento sobre essa convocação, não é a qualidade do jogador, e sim, o fato do sistema defensivo brasileiro perder um jogador e não haver substituição de ofício.
O que será da linha defensiva brasileira após essa perda?
Wesley tinha papel fundamental nesse sistema, já que os laterais-esquerdos convocados (Alex Sandro e Douglas Santos) são laterais de mais consistência defensiva e menos profundidade. Já Wesley, por sua juventude e características, conseguia ajudar a seleção com profundidade do lado direito, além de mais intensidade para embates físicos na linha defensiva.
Sem ele, dois jogadores podem cumprir esta função de lateral-direito: Danilo e Ibañez. Porém, na verdade, os dois são zagueiros de ofício, e estariam improvisados nesta posição.
Danilo, começou sua carreira como lateral, porém conforme foi perdendo sua vitalidade física, foi se consolidando como um zagueiro de ofício nos clubes em que passou. Com seus 34 anos, pode trazer muita experiência para o time, porém, nesse estágio de sua carreira, não possui a mesma intensidade defensiva e profundidade ofensiva que Wesley fornece para o time.
Já Ibañez pode trazer mais intensidade, aos 27 anos, o atleta parece estar no seu auge físico. Porém, o jogador atuou em grande parte da sua carreira apenas como zagueiro. Por característica de jogo, pode dar consistência defensiva para a equipe, mas pouco ajudar ofensivamente na construção de jogadas.
Conclusão
É inegável que sem Wesley, a seleção perde intensidade e apoio ofensivo no setor da lateral-direita, porém, a prioridade do técnico italiano parece ser a consistência defensiva, e isso é notável nas escolhas dos laterais feitas pelo treinador.
Por isso, para o Ancelotti, o melhor para o Brasil foi ganhar mais um volante reserva, visto as opções de laterais defensivos já existente no elenco.