A política de Alagoas sempre teve famílias fortes. Algumas já são conhecidas há décadas. Outras estão crescendo agora e podem sair das eleições de 2026 ainda mais influentes.
Os Calheiros continuam como o exemplo mais evidente. Renan Calheiros disputa novo mandato para o Senado e Renan Filho está na corrida pelo governo. Do outro lado, a família Caldas também ampliou muito sua presença política, com JHC, Marina Candia e a senadora Eudócia Caldas ocupando espaços importantes na disputa deste ano.
Mas o mapa das famílias políticas de Alagoas vai além desses dois grupos.
Arthur Lira, por exemplo, disputa o Senado e trabalha para eleger o filho deputado federal. Ele próprio é filho do ex-senador Benedito de Lira. Se os dois vencerem, a família amplia ainda mais uma presença política construída ao longo de várias gerações.
Em Arapiraca, a família Barbosa também pode crescer. Luciano Barbosa comanda a segunda maior cidade de Alagoas, já tem um filho na Câmara Federal e outro pode chegar à Assembleia Legislativa. É um grupo que saiu de uma liderança regional forte para uma presença cada vez maior no Estado.
No interior, outras famílias tradicionais também entram na eleição tentando preservar ou ampliar espaço. É o caso dos Beltrão, dos Cavalcanti, dos Canuto e de vários outros grupos que combinam prefeituras, mandatos parlamentares e influência regional.
O fenômeno não é novo. O que chama atenção em 2026 é a quantidade de famílias que podem sair da eleição com mais de um representante ocupando cargos importantes ao mesmo tempo.
No comentário de hoje, falo justamente sobre isso: os novos clãs da política de Alagoas e como a eleição deste ano pode redesenhar — ou reforçar — esse mapa de poder.
Mudam as gerações, surgem novos sobrenomes em evidência, mas a política alagoana continua tendo nas famílias uma de suas características mais fortes.
