A disputa pelo governo de Alagoas ainda está longe da definição nas urnas, mas o placar das estruturas políticas já começa a aparecer.
No comentário de hoje, faço uma leitura sobre o apoio de senadores, deputados federais, deputados estaduais e prefeitos na pré-campanha ao Palácio dos Palmares.
E, nesse campo, Renan Filho aparece com ampla vantagem sobre JHC.
No Senado, a conta é de dois a um para o pré-candidato do MDB. Renan Calheiros e Renan Filho estão no mesmo campo político. Do outro lado, JHC conta com a senadora Eudócia Caldas, sua mãe, que deve disputar a reeleição.
Na Câmara Federal, a vantagem no momento é de Renan Filho, mas JHC pode virar. Hoje, quatro dos nove deputados federais (Isnaldo, Rafael, Paulão e Lucinao) estão alinhados ao projeto do MDB, enquanto JHC tem um apoio definido.
Arthur Lira e Alfredo Gaspar seguem com projetos próprios para o Senado e podem declarar apoio a JHC ou lançar um terceiro nome ao governo. Fabio depdende desses moviomentos e Daniel vai acompanhar o pai, Luciano Barbosa.
Na Assembleia Legislativa, a diferença é ainda maior. Dos 27 deputados estaduais, cerca de 20 já estão alinhados com Renan Filho. A adesão mais recente foi a de Antônio Albuquerque, anunciada neste domingo, reforçando a vantagem do grupo governista dentro da Casa.
Entre os prefeitos, o cenário também favorece Renan Filho.
Levantamento feito pelo blog aponta que o pré-candidato do MDB teria hoje algo entre 83 e 85 prefeitos em seu campo político. JHC ainda tenta ampliar sua base no interior e aposta mais no contato direto com o eleitor.
É aí que aparece a principal diferença entre as duas estratégias. Renan Filho avança no atacado: prefeitos, deputados, partidos, grupos regionais e grandes atos políticos. JHC aposta no varejo: feiras, caminhadas, vídeos para redes sociais, contato direto e presença constante nas ruas.
As duas estratégias têm força. Mas também têm limites.
Estrutura política ajuda a montar palanque, mobilizar vereadores, organizar eventos, abrir portas nos municípios e garantir capilaridade no interior. Imagem e contato direto ajudam a criar conexão com o eleitor e manter o candidato presente no debate público.
A pergunta agora é outra: essa força de prefeitos, deputados e grupos regionais vai se transformar em voto?
É isso que a campanha vai responder.
