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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Rogério Teófilo pode perder cargo por “escândalo” na prefeitura de Arapiraca

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Rogério Teófilo pode perder cargo por “escândalo” na prefeitura de Arapiraca

O prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB) vai responder a inquérito instaurado pelo Ministério Público Estadual, com o objetivo de apurar denúncia de contrato de um serviço de auditoria sem licitação. A acusação também inclui o pagamento de parte do serviço através de uma construtora de propriedade de um secretário municipal.

O processo, embora esteja apenas sendo iniciado no MP/AL, pode ter desdobramentos mais

rápidos, caso a Câmara Municipal de Arapiraca decida pela instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), já proposta por vereadores de oposição.

A investigação, que apura um suposto “calote” de R$ 610 mil foi aberto pelo promotor Napoleão Amaral, da 4ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, a partir de denúncia apresentada por Luiz Lôbo, que teria feito auditoria nas contas do município, abrangendo os últimos quatro anos de gestão da ex-prefeita Célia Rocha (PTC) e ao menos um ano de gestão do ex-prefeito Luciano Barbosa (MDB).

Em entrevista ao programa Na Mesa Notícias, de Arapiraca, o promotor Napoleão Amaral, diz que só vai decidir se fará ou não a acusação após a apuração dos fatos. O primeiro passo, segundo ele, será pedir informações à prefeitura. Em seguida, serão ouvidas as partes.

Entenda o caso

A Tácita, empresa de auditoria, teria firmado contrato “de boca” com o prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo, em abril de 2017. Após cobrança dos pagamentos acertados, cerca de R$ 610 mil, uma parte do pagamento foi feita através de TED, no valor de R$ 60 mil, na conta de Luiz Lôbo pela empresa Construir Construções. Um detalhe é que essa empresa seria de Lenine Pereira, secretário municipal de Arapiraca.

Lôbo foi ao MP-AL para denunciar o “calote”. O que chamou a atenção do promotor Napoleão Amaral, no entanto, foi a forma do contrato, fora do previsto em lei, e o pagamento de serviço público feito por uma empresa privada, o que pode caracterizar ato de improbidade adnistrativa.

Repercussão na Câmara de Arapiraca

Segundo sites locais, a investigação na Câmara Municipal está solicitada pelos vereadores Moisés Machado, Léo Saturnino e Rogério Nezinho.

“Ora, quem deveria pagar pelo trabalho de auditoria era a Prefeitura e não uma construtora que também pertence ao secretário de Planejamento e Gestão, Antônio Lenine, de acordo com a denúncia formulada pelo senhor Luiz Lôbo ao MP”, disse o vereador Léo Saturnino, segundo um site local.

“Rogério Teófilo perdeu a grande oportunidade de se tornar um grande prefeito. Como uma pessoa conclama tanta legalidade e contrata serviços, pela Administração Pública, sem um contrato legal de prestação de serviços?”, disse Moisés Machado, segundo o mesmo site.

O que diz o MP

Em entrevista, o promotor Napoleão Amaral explica que recebeu a denúncia: “O MP de fato recebeu a representação e pelo que consta tem diversas irregularidades, tanto na forma de contratação, quanto na forma de pagamento. A representação é robusta em documentos e bem fundamentada. Antes de qualquer conclusão o MP vai oficiar o município e pedir informações e a partir dai vai dar procedimento nessas investigações”, disse.

Segundo Napoleão, o que levou a pessoa física (Luiz Lôbo) a procurar o MP foi a falta de pagamento, mas “o que chamou a atenção do MP foi a forma de contratação da empresa, que teria sido verbal. Não há formalização de contrato algum. Outro fato que chama a atenção é a forma que houve pagamento de parte dos serviços prestados, que teria sido pagos por uma construtora. O MP vai procurar saber porque os valores foram pagos pela construtora e qual a relação dessa construtora com a prefeitura”, explicou

Pela documentação, a princípio, segundo o promotor, “o secretário do município seria um dos sócios. O contrato seria verbal foi na ordem de 600 mil reais pela auditoria nas últimas administrações e eles teriam recebido 60 mil através desse contato”

Napoleão considera que “o fato é realmente grave. A forma de contratação (e também o pagamento) vai de encontro a todos os princípios da administração pública, o que caberia processo por improbidade administrativa”.

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