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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Renovação mínima vai marcar eleição para federal em AL, diz analista

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Renovação mínima vai marcar eleição para federal em AL, diz analista


				Renovação mínima vai marcar eleição para federal em AL, diz analista
Plenário da Câmara dos Deputados. Assessoria

A eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados em Alagoas tende a intensificar um padrão já observado em pleitos anteriores: baixa renovação e ampla vantagem para quem já ocupa mandato. A avaliação é do professor e analista político Marcelo Bastos, no quadro Momento Político, divulgado em seu Instagram. Ele analisa o cenário dos nove deputados federais eleitos em 2022 e suas chances de reeeleição.

Segundo o analista, a atual configuração do sistema eleitoral, aliada ao peso das estruturas políticas, das bases municipais e, sobretudo, ao volume de emendas parlamentares, cria um ambiente pouco favorável a mudanças. Cada deputado dispõe hoje de cerca de R$ 40 milhões anuais em emendas impositivas, o que representa aproximadamente R$ 160 milhões ao longo do mandato, recursos decisivos para manter alianças e fortalecer bases eleitorais.

Além disso, eles ainda tem acesso a emendas impositivas de bancada, que pode garantir de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões para indicações de cada um dos parlamentares. Deputados com maior poder de articulação ainda tem acesso as chamadas emendas do relator ou de comissões.

Nesse contexto, Bastos divide a bancada alagoana em dois blocos. No primeiro, estão os deputados que superaram 80 mil votos em 2022 e que, segundo a análise, entram em 2026 com situação confortável. No segundo, aparecem os parlamentares que tiveram menos de 70 mil votos e que precisarão de maior articulação política e eleitoral para garantir a reeleição.

A tendência, aponta o analista, é de que a renovação seja mínima. Mesmo entre os parlamentares com desempenho mais modesto na eleição passada, fatores como visibilidade recente, apoio de prefeitos, influência regional e inserção em estruturas partidárias robustas podem ser suficientes para assegurar a manutenção dos mandatos.

Prognósticos

Na sua análise, Bastos aponta para maior dificuldade na reeleição de apenas um deputado no cenário de hoje, em função da composição de chapa. A exemplo de outras eleições, vou trazer os prognósticos de Marcelo e o meu conjuntamente. As avaliações dele são baseadas em pesquisas e informações de bastidores e costumam se confirmar na maioria dos casos.

Para começar, concordo com Bastos. A renovação será mínima. Avalio que no cenário de hoje, a mudança de vagas deve ficar entre um e dois parlamentares, podendo chegar a três se algum deputado desistir da reeleição. Essas são possibilidades hoje apenas para Paulão e Gaspar, que podem ir ao Senado.

Arthur Lira é pré-candidato a senador, mas sua vaga será transferida para o filho. E como diz Marcelo, esse seria um “luxo” só visto em Estados como Alagoas que tem um modelo de “capitania hereditária” na política.

Em breve, trarei a avaliação dos nove federais e dos outros nomes que estão fora e tem alguma chance de brigar por uma vaga para a Câmara dos Deputados em Alagoas.

Veja aqui o comentário de Marcelo Bastos