
O pré-candidato do MDB ao governo de Alagoas ampliou apoios nos últimos dias e o grupo governista trabalha com a expectativa de novas alianças nas próximas semanas.
Depois das últimas adesões, a pergunta é: quem ainda falta chegar? Luciano Barbosa vai fechar com Renan Filho? Os Pereira entram nesse movimento? Zé Pacheco? Prefeitos ligados a Arthur Lira? Davi Davino Filho, mesmo depois de elogiar JHC em Arapiraca, pode acompanhar o grupo de Antônio Albuquerque?
A avaliação dentro do grupo de Renan Filho é de que a pré-campanha entrou numa fase decisiva. O objetivo agora é consolidar a maioria dos prefeitos e ampliar a vantagem política no interior antes de avançar com mais força sobre Maceió.
Um influente interlocutor do grupo governista foi direto ao blog:
“Edivaldo, os prefeitos do PP não dependem do apoio de Arthur Lira. Arthur Lira não vai nos apoiar, mas os prefeitos irão. E muitos. Mais da metade dos prefeitos do PP já apoia. E não serão 87. A conta será 102 menos 4, igual a 98”, afirmou.
A conta é ousada. Hoje, de acordo com apurações do Blog do Edivaldo Junior, estariam fora do apoio a Renan Filho apenas dez prefeitos ligados ao PP e Luciano Barbosa, além de quatro que apoiam JHC.
A aposta é que esse número mude rapidamente. Arthur Lira não deve apoiar Renan Filho, mas também não deve impedir que prefeitos do seu grupo caminhem com o MDB. E isso pode facilitar novas adesões.
Água suja
Na prática, a lógica é simples: os prefeitos querem estar no palanque de quem consideram favorito ou mais competitivo para governar Alagoas a partir de 2027.
Neste momento, a avaliação no grupo de Renan Filho é de que a pré-campanha começa a consolidar uma virada sobre JHC no interior.
É aí que entra o velho ditado do campo: boi que chega primeiro bebe água limpa. Na política, a lógica é parecida.
Quem fecha agora, num momento em que Renan Filho tenta ampliar vantagem, chega com mais peso, mais espaço e mais capacidade de negociação. Quem deixar para depois pode até entrar no palanque, mas talvez já encontre a água turva.
O movimento vale para prefeitos, grupos regionais e lideranças que ainda calculam o melhor caminho.
Ainda falta muita política pela frente. Mas a mensagem dos governistas é clara: quem quiser entrar com força precisa chegar logo. Depois, pode até beber água. Mas talvez não seja mais a limpa.