
A economia de Alagoas deve fechar 2026 com crescimento de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB), após uma retração estimada de 2,4% em 2025. A projeção consta de estudo de setembro de 2026 do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, com base em dados da consultoria LCA .
A recuperação deve ser impulsionada principalmente pela retomada da produção de cana-de-açúcar, pelo desempenho da indústria sucroenergética e pelo crescimento do setor de serviços.
Segundo o levantamento, a queda estimada para 2025 foi influenciada pela redução de 12,7% na produção de cana-de-açúcar, provocada por condições climáticas desfavoráveis e perda de produtividade. O resultado afetou também as indústrias de açúcar e etanol, que têm participação importante na economia alagoana.
O gerente do Etene, Allisson Martins, explica que a retração foi resultado de problemas em atividades importantes para a economia estadual. “A retração de 2,4% estimada para a economia de Alagoas em 2025 deve ser compreendida como resultado da combinação de choques que atingiram atividades de peso relevante no estado”, afirmou.
Outro fator negativo foi a redução das atividades da Braskem, com reflexos na indústria química e em segmentos como logística, fornecimento de insumos e consumo de gás.
Para 2026, o IBGE estima uma recuperação de aproximadamente 10% na produção de cana-de-açúcar. A safra iniciada em setembro deve contribuir para o desempenho da agropecuária e ampliar a oferta de matéria-prima para a indústria.
“A projeção de crescimento de 2,1% está associada, primeiramente, a uma base de comparação deprimida, mas também da expectativa de recuperação gradual dos setores atingidos em 2025”, observa Allisson Martins.
Apesar dessa perspectiva, o encerramento das operações industriais da Braskem continua afetando o setor. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o estoque de empregos industriais em Alagoas caiu 1,4%. A expectativa do Etene é que a recuperação da indústria de alimentos compense parte dessas perdas.
Nos serviços, o cenário é mais favorável. O emprego formal no setor cresceu 3,2% no mesmo período, contribuindo para sustentar a renda e o consumo das famílias. O comércio e as atividades ligadas ao turismo também devem ajudar a manter o crescimento.
O estudo aponta, portanto, uma recuperação moderada da economia alagoana, favorecida também pela baixa base de comparação de 2025. As taxas apresentadas são estimativas e projeções, não resultados definitivos do PIB estadual.
Veja aqui o estudo