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Imagem ilustrativa da imagem Palanque de JHC cabe Gaspar sem Lira; Davi é dúvida

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Palanque de JHC cabe Gaspar sem Lira; Davi é dúvida


				Palanque de JHC cabe Gaspar sem Lira; Davi é dúvida
Reprodução

A montagem da chapa majoritária da oposição em Alagoas entrou em uma nova fase. Pelo cenário de hoje, o palanque de JHC pode ter Alfredo Gaspar, mas não deve ter Arthur Lira.

Nada de novo até aqui. O pré-candidato do PSDB ao governo já avisou que não quer aliança com o pré-candidato a senador do Progressistas. E Lira já desistiu de esperar por JHC.

O problema é que Gaspar e Lira têm um pacto. Em nota assinada em 2 de junho deste ano, representantes do PL e da União Progressista decidiram manter o acordo que prevê uma chapa conjunta ao Senado formada por Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (PL).

Foi uma trava para JHC. A aliança seria com os dois ou com nenhum. Nesse meio tempo, Lira se afastou e liberou a base para votar em qualquer candidato ao governo. Gaspar seguiu a pré-campanha solitário, mas se manteve próximo do pré-candidato do PSDB.

Gaspar e JHC, segundo diferentes fontes, já estão fechados. Falta apenas definir detalhes e a data para anunciar a aliança.

Essa aliança, se confirmada, não será suficiente para definir a montagem do palanque de JHC. O plano A é ter Gaspar como candidato ao Senado e a senadora Eudócia Caldas como sua primeira suplente.

A outra vaga pode ser da própria Eudócia ou de Davi Davino Filho, pré-candidato do Republicanos.

Davi e JHC voltaram a conversar, mas não houve evolução. E não deve ser resolvido antes das convenções. O Republicanos já declarou apoio a Renan Filho (MDB), o que complica uma aliança formal ou mesmo informal antes das convenções.

Com candidatura definida, Davi deve se firmar como independente. Para ele, Renan Filho representa incoerência com o discurso; JHC, incompatibilidade partidária. Dá para resolver? Dá. Mas é esperar para ver se ele quer pagar o preço.

Improvável

Lira já não tem muito a oferecer a JHC além do tempo de televisão da federação União Progressista. Pouco resta da sua base na prática para negociar apoio ao governo, porque vários prefeitos ligados ao seu grupo já migraram ou caminham para o palanque de Renan Filho.

É o caso da família Pereira, com Pauline Pereira, em Campo Alegre, e Peu Pereira, em Teotônio Vilela. Também entraram nesse movimento grupos como o de São Sebastião, ligado aos Pacheco, e a prefeita de Lagoa da Canoa, Edilza Alves.

Com a saída desses apoios para o campo de Renan Filho, Lira perde parte da moeda política que poderia usar numa negociação com JHC. Fica, basicamente, com tempo de televisão e força pessoal.

Do outro lado, Alfredo e JHC têm interesse comum. JHC precisa de um nome competitivo para o Senado no seu palanque. Alfredo precisa de uma estrutura majoritária para disputar em melhores condições.

A aproximação só não avançou antes porque havia pressão para que os dois nomes de Bolsonaro em Alagoas, Arthur Lira e Alfredo Gaspar, caminhassem juntos. Hoje, essa unidade da direita parece cada vez mais improvável.

Pelo cenário de hoje, JHC e Lira caminham para lados diferentes na política de Alagoas, pelo menos nesta eleição.