Levantamento feito pelo blog no Portal da Transparência mostra que a Prefeitura já pagou R$ 155,95 milhões ao Consórcio Operacional do Sistema de Bilhetagem Urbana de Maceió (SIMM) somente em 2026, considerando os registros disponíveis até 4 de setembro.
O valor já supera em R$ 26 milhões tudo o que foi pago durante 2025, quando os desembolsos chegaram a R$ 129,93 milhões. Na prática, é um crescimento de aproximadamente 20%, mesmo com quase quatro meses ainda pela frente.
Desde 2021, a Prefeitura de Maceió já pagou mais de meio bilhão de reais ao sistema de transporte coletivo. Levantamento feito pelo blog do Edivaldo Junior no Portal da Transparência mostra que os desembolsos ao Consórcio Operacional do Sistema de Bilhetagem Urbana de Maceió (SIMM) somam R$ 533,35 milhões no período.
Veja a evolução:
2021 – R$ 24,20 milhões
2022 – R$ 83,73 milhões
2023 – R$ 61,42 milhões
2024 – R$ 78,12 milhões
2025 – R$ 129,93 milhões
2026, até 04/09 – R$ 155,95 milhões
Crescimento
O valor pago neste ano já supera em cerca de R$ 26 milhões todo o desembolso de 2025, mesmo com quase quatro meses ainda pela frente.
A comparação com o início da série também é expressiva. Os R$ 155,95 milhões registrados em 2026 representam mais de seis vezes o valor pago em 2021. O maior desembolso deste ano ocorreu em março, quando foram pagos R$ 120,5 milhões ao sistema em sete empenhos.
A alta dos pagamentos ocorre em paralelo à ampliação das gratuidades e do subsídio da tarifa, mas também reforça a cobrança por mais transparência sobre o custo real do transporte coletivo. Em 2023, a própria Prefeitura informava que destinava cerca de R$ 5 milhões por mês ao subsídio.
Hoje, a pergunta é outra: quanto custa, de fato, manter o sistema funcionando e por que essa conta cresceu tanto?