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Imagem ilustrativa da imagem JHC quer fazer de Alagoas o que fez de Maceió: uma vitrine

BLOG DO
Edivaldo Júnior

JHC quer fazer de Alagoas o que fez de Maceió: uma vitrine


				JHC quer fazer de Alagoas o que fez de Maceió: uma vitrine
JHC durante entrevista ao Congresso em Foco. Reprodução

No último domingo (01/11), conversei com o governador eleito JHC durante um leilão no Parque da pecuária. A entrevista exclusiva, que será publicada neste fim de semana (seria publicada na segunda, mas infelizmente adoeci), teve como foco o agro e o espaço que o setor terá em seu governo. A conversa deixou a impressão de um político que chega ao cargo sabendo o que pretende fazer.

Essa percepção aparece também na entrevista ao Congresso em Foco, publicada em três reportagens nesta quinta-feira (05/11). Ao falar de gestão, da eleição de Marina Candia e do futuro do PSDB, JHC apresenta ideias que ajudam a entender seus próximos passos.

A leitura é esta: Alagoas pode ser para o Brasil o que Maceió foi para o estado na trajetória do governador eleito.

ão 16 anos desde sua primeira eleição, em 2010. Nesse período, conquistou um mandato de deputado estadual, foi eleito duas vezes deputado federal e duas vezes prefeito de Maceió, antes de chegar ao governo. Aos 39 anos, reúne experiência no Legislativo e no Executivo.

Filho do ex-deputado João Caldas, JHC tinha uma origem política, mas construiu uma base própria e cresceu sem depender, inicialmente, do comando dos grandes grupos estaduais. Ao longo do caminho, combinou pesquisas, presença nas redes sociais e faro político, além de incorporar aliados que ajudaram a ampliar sua força.

Maceió foi decisiva. A primeira gestão sustentou a reeleição e permitiu apresentar ao restante do estado uma experiência administrativa associada à sua imagem. O governo passa a oferecer uma possibilidade semelhante, agora em escala nacional.

Ao Congresso em Foco, JHC interpretou a vitória como rejeição a um modelo tradicional de poder e afirmou que pretende levar experiências da capital para o estado. Citou turismo, energia sustentável, tecnologia e indústria entre as áreas que deseja estimular. Também explicou como transformou ataques recebidos na campanha em conteúdo de grande circulação nas redes.

Há nessa fala uma combinação que seus adversários conhecem: propostas de gestão, confronto político e comunicação. JHC sabe transformar uma provocação em assunto de campanha e disputar a atenção de quem não acompanha o debate político convencional.

Na reportagem sobre Marina Candia, atribuiu à escuta das comunidades parte das iniciativas de saúde implantadas em Maceió. Segundo ele, o mandato no Senado dará à futura senadora mais condições de buscar recursos e ampliar esse trabalho. Politicamente, sua eleição também assegura ao grupo uma presença importante em Brasília.

O terceiro trecho é especialmente revelador. JHC defendeu a preservação do PSDB, destacou sua contribuição à estabilidade econômica e à democracia e questionou os efeitos das mudanças eleitorais sobre a pluralidade partidária. Falou como alguém disposto a participar das decisões sobre o futuro da legenda.

Esse espaço está aberto. Aécio Neves já apresentou o governador eleito como referência para a renovação tucana. Ao derrotar Renan Filho, JHC ganhou projeção para além de Alagoas: venceu o candidato de um dos grupos mais conhecidos e influentes da política brasileira.

A vitória sobre os Calheiros lhe deu atenção nacional. A partir de janeiro, será a administração que poderá sustentar essa projeção. Governar o estado exigirá ampliar resultados, enfrentar problemas diferentes dos da capital e atender municípios onde sua presença política ainda está em construção.

Ainda é cedo para apontar qualquer projeto. Mas os movimentos permitem enxergar uma ambição que ultrapassa Alagoas. JHC começa uma nova jornada com experiência, visibilidade e espaço num partido que procura lideranças.

Durante muito tempo, parte dos adversários locais teve dificuldade para compreender até onde ele pretendia chegar. Maceió ajudou a levá-lo ao governo. Agora, Alagoas pode abrir outro caminho.

Será que seus adversários entenderão os próximos passos?

Fique por dentro:

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