Um recente estudo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (veja abaixo) mostra que aumentou de casos de amputação de membros inferiores - pernas e principalmente pés - decorrentes de complicações de diabetes em todo o Brasil.
Tomando como base dados apenas do sistema SUS, foram realizadas no país 18.900 mil cirurgias de amputação em 2012. Já em 2022 esse número aumentou para 31.190 cirurgias no ano.
A média que era de 51 cirurgias diárias em 2012 subiu para uma média de 85 cirurgias diárias em 2022 período em todo o país. De acordo com esse estudo, Alagoas foi o Estado que registrou a maior alta no número de amputações neste período, com crescimento de 214% – um salto de 182 para 571 procedimentos.
O estudo mostra ainda que até maio deste ano, Alagoas já tinha realizado 221 amputações decorrentes é principalmente de diabetes.
O deputado Lelo Maia (União Brasil) diz que o aumento de amputações em Alagoas decorre da falta atenção básica na saúde, principalmente em Maceió. “Issoé reflexo da falta de saúde básica principalmente na nossa capital. A gente tem cobertura de saúde básica menor que 34%”, aponta. Segundo Maia, a falta de atenção primária da Saúde, da prevenção, é o principal fator que está elevando as amputações de membros inferiores em Alagoas.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, Maceó tem a pior cobertura de atenção básica entre as capitais do Brasil. Em 2020, na gestão do ex-prefeito Rui Palmeiras a APS chegou a 48% na capital e caiu, até Junho deste ano, para 31,42 por.
Maceió de acordo com os dados oficiais do SUS também tem a pior cobertura em atenção básica na saúde de Alagoas .
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