
Alagoas ganhou 28.246 condutores nos sete primeiros meses de 2026, período em que começaram a aparecer no cadastro os efeitos da CNH do Brasil. O número de pessoas habilitadas no Estado passou de 760.274, em dezembro de 2025, para 788.520 em julho deste ano.
O crescimento de 3,7% foi o quarto maior entre as 27 unidades da Federação. Alagoas ficou atrás apenas do Piauí, com alta de 4,3%; Paraíba, com 4%; e Pará, com 3,9%. Dentro do Nordeste, o Estado ocupa a terceira posição.
O levantamento foi feito pelo Blog do Edivaldo Junior a partir das planilhas da Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran. O dado representa a variação líquida do cadastro total de condutores, e não apenas as primeiras carteiras emitidas pelo novo programa. Ainda assim, a comparação mostra que o crescimento acelerou depois do lançamento da CNH do Brasil, em dezembro de 2025.
Durante todo o ano passado, Alagoas ganhou 35.586 condutores, média de 2.966 por mês. Entre janeiro e julho de 2026, a média subiu para 4.035 novos registros mensais, crescimento de 36% no ritmo de expansão.
Alagoas deve passar dos 800 mil
Mantido o desempenho atual, Alagoas deve ultrapassar a marca de 800 mil condutores ainda este ano. Para chegar a esse número, o Estado precisa incorporar mais 11.480 habilitados entre agosto e dezembro, média de 2.296 por mês — bem abaixo do ritmo registrado em 2026.
Se a média dos sete primeiros meses for mantida, Alagoas encerrará dezembro com aproximadamente 809 mil condutores. Seriam cerca de 48 mil registros a mais em um ano, crescimento de 6,4% sobre 2025.
Os números também mostram uma mudança entre os mais jovens. A quantidade de condutores de 18 a 21 anos passou de 23.994 para 27.372, aumento de 3.378 ou 14,1% em sete meses.
Alta entre as mulheres chega a 38,9%
Outro dado específico de Alagoas aparece na apresentação divulgada nesta quinta-feira (10/09) pelo Ministério dos Transportes. A emissão de primeiras habilitações para mulheres cresceu 38,9% no Estado entre janeiro e agosto, na comparação com igual período de 2025.
Foi a quarta maior alta do país, atrás apenas da Paraíba, com 54,1%; Amapá, com 52,4%; e Sergipe, com 40%. A média nacional de crescimento das primeiras habilitações concluídas por mulheres ficou em apenas 1,2%.
No cadastro total de Alagoas, o número de mulheres habilitadas aumentou de 210.978 para 220.618 entre dezembro e julho. O crescimento de 4,6% foi superior aos 3,4% registrados entre os homens.
Demanda
O balanço apresentado pelo ministro dos Transportes, George Santoro, mostra que 7.315.625 pessoas solicitaram a primeira habilitação entre janeiro e agosto de 2026. O crescimento foi de 216% sobre os 2.314.754 pedidos registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, 2.003.112 candidatos concluíram todas as etapas e receberam a primeira carteira, alta de 17,1%. A diferença entre os 7,3 milhões de pedidos e os 2 milhões de novos habilitados indica que milhões de candidatos ainda estão fazendo cursos, exames e provas. Nem todos chegarão ao final, mas uma parte desse volume deverá aparecer nas emissões dos próximos meses.
O tempo mediano para concluir o processo caiu de 210 para 147 dias no país, redução de 30%. No Nordeste, a queda chegou a 34,6%. A economia estimada para os cidadãos alcançou R$ 9,64 bilhões, considerando curso teórico gratuito, formação prática, exames, deslocamentos evitados e renovação automática.
Alagoas está entre os 24 Estados que aplicam o teto de R$ 180 para os exames médico e psicológico. Também não aparece na relação das 13 unidades da Federação fiscalizadas pela Senatran por possível descumprimento das novas regras.

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