
A corrida por vagas na Assembleia Legislativa de Alagoas em 2026 caminha para um dos cenários mais restritos — e competitivos — das últimas décadas. Apenas quatro frentes de deputado estadual devem ser efetivamente formadas, reduzindo espaços, elevando o custo eleitoral e tornando o cálculo de sobrevivência política mais complexo para todos os grupos.
Entre os grupos com chapas já definidas estão o MDB, que formará o chapão, as federações PP/União e Brasil (PT/PV/PCdoB) e PL. Republicanos e Solidariedade que tem, assim como as demais legendas, representação na Assembleia Legislativa de Alagoas, ainda não definiram as suas estratégias para 2026. No momento, a tendência seria concentrar a formação de chapas nas duas federações e o PL poderia tem uma chapinha, na briga para eleger de um a dois.
O chapão do MDB
O MDB já definiu a estrutura do seu chapão, que deverá reunir 16 a 17 deputados de mandato disputando entre 14 e 16 vagas possíveis — um funil apertado até mesmo para parlamentares experientes.
Além dos 14 atuais deputados estaduais do partido, dois nomes já estão definidos como reforços:
Lelo Maia (União Brasil)
André Silva (Republicanos)
A permanência de Guilherme Lopes também foi assegurada. Em 2022, ele teve votação expressiva — uma das maiores do Estado — mas acabou ficando na quarta suplência. A permanência dele fortalece ainda mais o bloco.
Outro reforço importante é do primeiro suplente de deputado Henrique Chicão (Republicanos), que teve mais de 29 mil votos nas eleições anteriores.
Marcos Beltrão, irmão de Marcelo Beltrão, prefeito de Coruripe também está confirmado no MDB e é considerado um reforço de peso, com chances de disputar entre os dez primeiros mais votados.
Uma indefinição permanece sobre o futuro de Fátima Canuto. Há forte especulação de que a deputada pode migrar para o PP, movimento diretamente ligado à articulação do seu filho, Renato Filho, ex-prefeito de Pilar e pré-candidato a deputado federal, que se aproximou do grupo de Arthur Lira.
Nota de corte
Um dos deputados integrantes do chapão, ouvido pelo blog, resume o tamanho da disputa:
“Para garantir mesmo a vaga, é preciso pensar em 40 mil votos. Mas acredito que com 35 mil dá para brigar pelas últimas duas vagas.”, aponta.
O parlamentar estima que o MDB fará 14 a 15 vagas, podendo chegar a 16 dependendo da influência do voto de legenda e do total da chapa — que em 2022 alcançou 772.570 votos, ou 46,25% do total da eleição estadual — e do peso do palanque majoritário:
“Será uma eleição muito difícil para todos, mas o palanque majoritário, com Renan Filho disputando o governo, vai ajudar muito o nosso grupo.”, pondera.
O peso dos números de 2022
Abaixo, a base eleitoral dos deputados do MDB na última eleição para estadual — referência importante para medir quem entra fortalecido e quem pode enfrentar riscos no chapão:
Deputados eleitos:
Alexandre Ayres – 61.142
Marcelo Victor – 51.259
Flávia Cavalcante – 50.902
Cibele Moura – 46.120
Carla Dantas – 44.477
Ricardo Nezinho – 43.797
Dr. Wanderley – 43.512
Fátima Canuto – 41.319
Remi Calheiros – 39.947
Bruno Toledo – 38.070
Dudu Ronalsa – 35.792
Inácio Loiola – 33.270
Breno Albuquerque – 32.159
Gilvan Filho – 32.035