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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Brabo critica excesso de ações contra imprensa na eleição em AL

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Brabo critica excesso de ações contra imprensa na eleição em AL


				Brabo critica excesso de ações contra imprensa na eleição em AL
Marcelo Brabo. Reprodução Youtube

A quantidade de ações eleitorais contra jornalistas, veículos de comunicação e institutos de pesquisa em Alagoas já preocupa o advogado Marcelo Brabo. E não só ele.

Em entrevista ao Fala, Líder (veja aqui), programa apresentado por Edivaldo Junior na CBN Maceió, ele afirmou que a eleição deste ano já ultrapassou a marca de 400 processos e disse ver com preocupação o volume de demandas direcionadas à comunicação.

“A maioria deles é dirigida justamente às empresas de pesquisa, como também aos veículos de comunicação e jornalistas. Eu vejo isso com tristeza”, afirmou.

Para Brabo, a judicialização excessiva pode produzir um efeito contrário ao combate à desinformação.

Segundo ele, institutos podem deixar de realizar pesquisas diante da sucessão de ações e jornalistas também podem se sentir pressionados, especialmente profissionais e veículos que não dispõem de grandes estruturas jurídicas.

Brabo defende que o Tribunal Regional Eleitoral estabeleça balizas mais seguras para diferenciar eventuais abusos do exercício regular da atividade jornalística.

“A liberdade de imprensa, o dever de comunicar e de informar têm que ser, na minha ótica, absolutos”, disse.

O advogado ressalva, no entanto, que a imprensa também precisa observar os cuidados tradicionais da profissão: trabalhar com fatos, apurar as informações e ouvir os envolvidos antes da publicação.

Ele cita como exemplo a divulgação de uma investigação. Para Brabo, informar que determinado fato está sendo investigado, explicar o objeto da apuração e identificar as pessoas envolvidas não representa antecipação de culpa.

“Isso não é um juízo de culpabilidade. Eu acho que uma situação dessa natureza é plenamente possível e o veículo tem esse direito de informar”, afirmou.

Brabo também chama atenção para os prazos curtos da Justiça Eleitoral. Em muitos casos, uma notificação exige resposta em 24 ou 48 horas, o que aumenta a dificuldade para profissionais sem estrutura jurídica permanente.

O advogado avalia ainda que o elevado número de processos pode sobrecarregar o próprio TRE e dificultar o julgamento das questões mais relevantes antes da votação.

“Quanto maior o volume, menor o resultado. É inversamente proporcional”, resumiu.

Na avaliação de Brabo, a Justiça Eleitoral precisa preservar o combate aos abusos sem transformar a judicialização em fator de intimidação para quem informa.

Para ele, garantir espaço para o jornalismo profissional também é uma forma de enfrentar a própria desinformação durante a campanha.

Veja a entrevista: