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Diversidade

Pessoas trans também devem se prevenir contra o câncer de mama


				
					Pessoas trans também devem se prevenir contra o câncer de mama
Embora a campanha de Outubro Rosa alerte especialmente a mulher cisgênero sobre a prevenção contra o câncer de mama, o risco também existe para pessoas trans, principalmente para as mulheres que fazem uso prolongado de hormônio. De acordo com Débora Balabram, mastologista e professora do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, o hormônio feminino é destaque entre os fatores determinantes para o câncer de mama, inclusive na mulher cis.

“A mulher trans tem um risco maior de câncer de mama em relação ao homem cis. Mas esse risco não é muito grande e só aumenta se tiver fazendo uso prolongado do hormônio”, explica Débora. “Em relação ao homem trans, vai ser parecido com a mulher cis, caso não tenha feito a cirurgia de retirada das mamas, o que faz o risco cair em 90%”, completa. Isso significa que a mastectomia não zera o risco. Segundo aSociedade Brasileira de Mastologia (SBM)há orientação de consultas periódicas quando há risco genético identificado para esses homens que retiraram as mamas.

“De forma geral, a recomendação é procurar um atendimento ao perceber alguma alteração clínica na mama”, orienta Débora aos homens trans. “Para mulheres trans, se estiverem em uso de hormônio a mais de cinco anos, a recomendação também é procurar atendimento se perceber alguma alteração e fazer mamografia a partir dos 50 anos de idade, a cada um ou dois anos”, continua.

Em relação ao autoexame rotineiro, a professora lembra que não é mais indicado como uma das principais ações de prevenção, como era divulgado pela mídia, já que estudos demonstraram não haver diminuição do risco de morrer por câncer de mama nas mulheres que o fizeram. Além disso, Débora comenta que o fato de fazer autoexame pode dar a sensação de que estão se prevenindo e seguras, mas muitas pessoas não sabem realizar o toque da forma correta.

“O importante é conhecer a própria mama e procurar atendimento se perceber alguma alteração, se tiver algum nódulo, aumento de volume ou mudança da cor, por exemplo”

A professora ressalta que como há legislação e normas para o SUS à respeito do processo transexualizador, todo o sistema de saúde deve estar preparado para atender as pessoas trans. Então, aquelas que desejam orientações, ou se identificarem alteração na mama, devem ir ao centro de saúde próximo de onde residem. “Os centros de saúde são as portas de entrada para que essas pessoas possam ser direcionadas para um atendimento especializado, se necessário, com um mastologista”.

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