
O ricaço Rubens Ometto, que mais uma vez aparece como maior doador da eleição, não conseguiu eleger seus pupilos que receberam uma bolada. Além dos candidatos, o bilionário também garantiu recursos aos partidos, claro. Levi Oliveira (PP) recebeu doação de R$500 mil, mas ficou apenas com a suplência de deputado federal por Sergipe. O mesmo destino teve Marcelo Rangel (PSD), que levou R$300 mil de Ometto e também ficou só com a suplência da Câmara, mas pelo Paraná.
Deu bom
Segundo maior doador, Pedro Grendene teve mais sucesso. Ajudou com R$5 milhões Elmano de Freitas (PT), eleito governador do Ceará.
Pé em cada canoa
Grendene ainda empurrou R$500 mil em Ciro Gomes (PSDB), adversário de Elmano, e R$500 mil em Cid Gomes (PSB-CE), este eleito senador.
Norte a Sul
O empresário ainda investiu outros R$200 mil na campanha para deputado estadual de Elvis Feltrin (PL-RS), que não conseguiu vencer.
Esse vingou
Lucas Redecker (PSD) ganhou R$150 mil de Grendene e conseguiu se eleger deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Elo com igreja minou Pereira na chefia da Câmara
A suposta resistência de Marcos Pereira (SP) para se lançar como candidato à Presidência da Câmara não é tão pacífica quanto o presidente do Republicanos demonstra ao garantir que não está na disputa. Hoje a cadeira é de Hugo Motta (Rep-PB). A coluna descobriu que há resistência de parlamentares evangélicos ao nome de Pereira por não pertencerem ao mesmo seguimento religioso do deputado, que tem forte ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
Tem interesse
Pereira esteve com Flávio Bolsonaro (PL) e fechou apoio do partido à campanha. A presidência da Câmara também esteve na pauta.
Concorrência divina
Influente dentro do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ) é um dos deputados de igreja diferente, é da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Livre acesso
A ADVEC é liderada por Silas Malafaia, apoiador da família de Flávio, além de conselheiro e aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Olha o histórico
No PL, ainda criticam Marcos Pereira (Rep-SP) por defender a tramitação de propostas sobre regulação das redes sociais e inteligência artificial. O nome do deputado foi ventilado para comandar a Câmara.
Tá na pauta
No Congresso tudo muda conforme costuras e interesses. Se nada mudar, a votação em primeiro turno que pode acabar com a escala de trabalho 6 por 1 será na quarta-feira (14).
Sem troca
O senador Camilo Santana (PT-CE) negou mais mudanças na coordenação da campanha de Lula. Assumiu a função de porta-voz, com entrevistas diárias à imprensa. Edinho Silva segue coordenador-geral.
Reforço de fora
A campanha de Lula recebeu equipes de comunicação e estratégia de outros estados, incluindo Bahia e Pernambuco. Segundo integrantes da campanha, mesas antes ocupadas por uma pessoa agora têm quatro.
Na pressão
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) trabalhou para acelerar a votação da PEC sobre a escala 6x1. Senadores contam que o colega tem refletido sobre o aumento da rejeição.
Palavra final
O jurista Melillo Nascimento afirma que o regimento interno do Senado dá respaldo à oposição para acionar o Supremo caso haja atropelos na tramitação da PEC sobre a escala 6x1.
Sem urgência
Melillo explica que Propostas de Emendas à Constituição (PEC) não admitem urgência presidencial como projetos de lei, mas podem ter a tramitação acelerada, preservando os dois turnos e o quórum.
Evangélicos na campanha
Lula conta com a atuação de lideranças evangélicas, incluindo Eliziane Gama (PT-MA), senadora que não conseguiu se reeleger. Mas, a equipe não tem um núcleo específico de comunicação para esse público.
Pensando bem...
...tem coisas que só Deus na causa.