
No sábado, CSA x Uberlândia levou 15.172 torcedores ao Rei Pelé. No domingo, CRB x Novorizontino colocou 15.200 pessoas no mesmo estádio.
Dois jogos. Duas torcidas. Praticamente o mesmo limite.
Talvez esse fim de semana tenha colocado diante de Alagoas uma discussão que já não pode ficar restrita à arquibancada.
Quando se compara a capacidade dos principais estádios das capitais nordestinas, Maceió aparece na última posição.

Fortaleza tem o Castelão, com mais de 63 mil lugares. Teresina tem o Albertão, com 54 mil. Salvador conta com a Fonte Nova, próxima dos 50 mil, além de Pituaçu. Recife tem a Arena de Pernambuco, com mais de 45 mil. São Luís possui o Castelão, acima dos 40 mil. Natal tem a Arena das Dunas, com mais de 30 mil. João Pessoa tem o Almeidão e até Aracaju, com o Batistão, apresenta capacidade superior à utilizada atualmente no Rei Pelé.
Alagoas está na lanterna desse ranking.
Isso não significa defender amanhã a construção de uma nova arena, muito menos tratar uma obra desse tamanho como solução simples.
A discussão precisa ser mais responsável: é possível ampliar o Rei Pelé? Modernizá-lo? Reconfigurar setores? Existe espaço para uma parceria com a iniciativa privada? Qual capacidade Maceió precisa para os próximos 20 ou 30 anos?
São perguntas que precisam entrar de vez no debate.
O futebol não movimenta apenas paixão. Um estádio cheio movimenta bares, restaurantes, transporte, ambulantes, estacionamentos, empregos temporários, publicidade e uma cadeia econômica que começa muito antes de a bola rolar.
E estamos em ano eleitoral.
Certamente ainda veremos muitos políticos nas redes sociais comemorando vitórias, celebrando acessos, vestindo camisas e exaltando a força das torcidas alagoanas.
Tudo bem.
Mas talvez tenha chegado a hora de aproveitar essa mesma exposição para colocar uma pergunta na mesa:
qual é o projeto para o futuro da principal praça esportiva de Alagoas?
Não é uma pauta de CSA ou CRB. Não é situação contra oposição.
É uma pauta de Alagoas.
O futebol alagoano cresce, mobiliza e mostra que existe demanda.