
O futebol na~o pode continuar normalizando o inaceita´vel.
Luighi, atacante de 18 anos do Palmeiras, viveu na pele o que tantos jogadores negros enfrentam nos esta´dios da Ame´rica do Sul. Na u´ltima quinta-feira (7), durante a Libertadores Sub-20, ele foi alvo de ofensas racistas da torcida do anfitria~o Cerro Porten~o, no Paraguai.
A resposta do garoto? Coragem. Ele na~o abaixou a cabec¸a, na~o silenciou. Confrontou os insultos e, depois do jogo, fez um desabafo forte: “Do´i na alma. Ate´ quando?”

A indignac¸a~o e´ justa. Mas onde estava o protocolo da FIFA? O que deveria ter acontecido?
A regra ma´xima do futebol preve^ tre^s passos quando ha´ racismo:
1?? O a´rbitro interrompe a partida e avisa o esta´dio pelo sistema de som.
2?? Caso continue, o jogo e´ suspenso temporariamente e as equipes deixam o campo.
3?? Se a situac¸a~o persistir, a partida deve ser encerrada.
O que foi feito? Nada. O jogo seguiu como se nada tivesse acontecido.
Se ha´ algo que Vinicius Jr. ensinou ao mundo, e´ que o sile^ncio na~o pode ser mais uma opc¸a~o. Sua luta serviu para que jovens como Luighi tivessem coragem de reagir. O racismo no futebol tem que ter conseque^ncias.
Mas na~o basta apenas os jogadores denunciarem. Os clubes precisam agir. As federac¸o~es precisam agir. As regras existem, mas so´ funcionam se forem aplicadas.
Luighi, sua voz ja´ ecoa. Voce^ na~o esta´ sozinho. Seguimos lutando. ???