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Imagem ilustrativa da imagem O CRB vê a crise ganhar corpo

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Blog do Marlon

O CRB vê a crise ganhar corpo


				O CRB vê a crise ganhar corpo
CRB pouco levou perigo ao Juventude e sofreu mais uma derrota. Ailton Cruz

O CRB voltou a perder, e o mais preocupante nem foi só o resultado. Foi a forma.


O time parece irreconhecível, animicamente abaixo, sem força para reagir e repetindo um roteiro que já cansou o torcedor: cria, mas não define. Falta efetividade. Atrás, já não passa nenhuma segurança.

A equipe de Barroca perdeu a solidez defensiva de maneira preocupante. Sofre gol com frequência, concede espaço demais e já não transmite a sensação de controle que mostrou em outro momento da temporada. Na frente, a cobrança segue viva, porque o volume produzido não se transforma em resultado prático. Falta eficiência, falta contundência, falta transformar oportunidade em gol.

Também chama atenção que, mesmo com a semana cheia de trabalho, a evolução esperada não apareceu. Fisicamente, até foi possível notar mais disposição. Mentalmente, porém, o time parece drenado. A confiança evaporou, e no futebol isso pesa. Pesa na tomada de decisão, pesa na execução e pesa ainda mais quando o ambiente muda.


				O CRB vê a crise ganhar corpo
Ailton Cruz

O Juventude, por sua vez, respondeu melhor aos problemas que o jogo apresentou. Perdeu peças importantes ainda no primeiro tempo, mexeu no sistema defensivo, depois viu Allanzinho, autor do gol e peça importante nas transições, sair lesionado. Ainda assim, manteve comportamento competitivo, se reorganizou, defendeu em linha de cinco e mostrou exatamente um modelo muito comum de Série B: compactação, velocidade para transitar e qualidade para decidir.

No lance do gol, o filme se repetiu. O CRB voltou a permitir espaço para o homem do meio pensar o jogo. O passe saiu com liberdade, virou assistência, e a defesa mais uma vez foi castigada. É um erro que tem aparecido com frequência alta demais para ser tratado como detalhe. Do outro lado, já no apagar das luzes do primeiro tempo, Baggio teve a chance dentro da pequena área, mas Jandrei salvou. Foi o retrato da fase. A oportunidade aparece, mas o desfecho não vem. Falta precisão, falta confiança, falta o gol. E sem gol, a pressão só aumenta.

O ambiente que há pouco tempo era de lua de mel com o torcedor mudou completamente. No futebol, passado bom não paga a conta do presente. O que ontem era confiança, hoje já virou desconfiança. E agora o cenário muda de palco. Na quarta-feira, fora de Maceió e pela Copa do Brasil, o CRB entra exatamente naquele tipo de jogo que o futebol gosta de aprontar. A pressão aumenta, a competitividade sobe pelo peso do torneio e pela motivação financeira que ele carrega, e quase todo mundo já olha para o confronto tratando uma derrota e até uma eliminação como roteiro provável.

É justamente nesse ambiente que mora a chance de uma virada emocional. Uma vitória fora de casa, quando poucos acreditam, pode girar a chave de vez. O futebol costuma desafiar equipes em cenários assim, quando a expectativa já está baixa e a resposta parece improvável. Mais do que discurso, é isso que o CRB precisa entregar agora.