
O empate por 1 a 1 entre Operário e CRB, na abertura da 17ª rodada, pode até ter sabor amargo para o torcedor, mas o contexto exige leitura fria. Em 06 confrontos na história, o CRB só venceu uma vez em Ponta Grossa. São agora 4 vitórias do Fantasma, 1 do Galo e o empate de ontem, o primeiro no Germano Krüger.
O jogo começou com um cenário ideal: Thiaguinho abriu o placar logo no primeiro minuto, após boa jogada de Danielzinho, que achou o passe entre as linhas. O CRB cresceu e quase ampliou com Gegê, mas a chance foi desperdiçada.
Rodrigo Rodrigues começou a flutuar com liberdade e acertou o travessão duas vezes. O CRB permitia espaço para finalizações de média distância, mas corrigiu esse ponto na etapa final. Aos 17, veio o empate. Escanteio cobrado, Gegê falha na marcação individual sobre Índio, e a zona, que deveria proteger a área, não dobrou. O CRB marca com sistema misto e, nesse lance, ambas as coberturas falharam.
No intervalo, Alex trocou o corredor direito e o Operário cresceu. A virada parecia iminente quando Brenno roubou a bola de Weverton e foi parado por Fábio Alemão com falta dura. Expulsão direta. Barroca recompôs com Segovia e logo depois perdeu Weverton por lesão. Com duas janelas gastas em ajustes defensivos, o técnico pouco podia fazer para mudar ofensivamente.
Quando Ademilson foi expulso após revisão do VAR, o jogo travou. O CRB, com 10 por pouco mais de 20 minutos, se portou bem no 4-4-1 e evitou a virada.
Segovia entrou bem. Vitor Caetano salvou em lance difícil. Thiaguinho segue sendo o mais perigoso. Já os atacantes continuam devendo.
Diante das circunstâncias, o ponto foi possível e necessário para quem ainda busca solidez, mas precisa parar de repetir os mesmos erros.