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Imagem ilustrativa da imagem Do carnaval ao estatuto, o frevo que virou hino porque sempre foi CRB

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Blog do Marlon

Do carnaval ao estatuto, o frevo que virou hino porque sempre foi CRB


				Do carnaval ao estatuto, o frevo que virou hino porque sempre foi CRB
(Foto: Divulgação/CRB)

O CRB oficializou o frevo “Galo da Pajuçara”, de Edécio Lopes, como hino. Não é criação de ocasião. É reconhecimento formal de um canto que há décadas já era tratado como hino pelo torcedor, no carnaval, no rádio e no Rei Pelé.

E o mais interessante é que a letra já entrega o porquê, sem pose. Ela começa nomeando o clube, “O Clube de Regatas Brasil”, e dali em diante não canta abstrato, ela narra o jogo como ele acontece na arquibancada.


				Do carnaval ao estatuto, o frevo que virou hino porque sempre foi CRB
(Foto: Divulgação/Rádio Difusora)

Olha o roteiro que Edécio desenha.

Primeiro, ele define o tamanho do vínculo, “é a paixão de todos nós”. Não é frase para enfeitar, é a forma popular de dizer que o CRB não é só time, é parte da rotina de muita gente.

Depois, ele acende a imagem que todo mundo entende, “quando o Galo aparece no gramado”. É o instante do estádio virar outro lugar. O campo está ali o tempo todo, mas quando o time entra, o ambiente muda. A consequência vem na sequência, “grita a galera numa só voz”. Isso é CRB, arquibancada unificada, presença e pressão no melhor sentido esportivo.

O refrão é a parte mais inteligente da letra, porque é funcional. “Regatas, Regatas, Regatas!”, é o coro que puxa todo mundo junto, que dá ritmo ao estádio. A frase seguinte é ainda mais direta, “Bola pra frente, tô com você”. Não tem romantização, tem recado claro para quem está em campo: atitude, coragem, compromisso, e o torcedor se coloca junto, sem chantagem.

A letra também carimba identidade sem discurso. “Galo, Galo, Galo!”, e logo depois, “vermelho e branco é meu CRB”. Aqui não tem debate, tem pertencimento. Em um futebol cada vez mais descartável, isso pesa. Quem tem cor e símbolo forte atravessa fase ruim com menos dano, porque tem base.

A estrofe final fecha do jeito certo, com cenário e assinatura. “É toda essa alegria no nosso Trapichão”, o estádio não é só endereço, é memória coletiva. E aí vem o fecho no tom da tradição popular, “Salve o querido campeão”, repetido porque hino bom precisa ser repetível, precisa grudar.

Edécio Lopes, como ícone da cultura popular, fica eternizado onde sempre esteve, no canto que o CRB canta quando quer lembrar quem é.

Confira o hino abaixo, na íntegra, com a letra completa na imagem.


				Do carnaval ao estatuto, o frevo que virou hino porque sempre foi CRB
(Foto: Divulgação/Guia de Midia BR)