
O CSA começou antes de todos. Em novembro já havia pré-temporada e um DNA definido: intensidade, marcação alta, transições rápidas. O impacto foi imediato. Vitória no clássico, classificação no Nordestão, campanha de Copa do Brasil que eliminou o Grêmio com autoridade. O futebol era envolvente, mas também extenuante.
A teoria da periodização tática, como ensina Vítor Frade, é clara: “não é chegar no auge, é chegar bem no momento certo.” Júlio Garganta completa: “o jogo é o centro, mas o corpo tem de sustentar a ideia.”
O CSA chegou cedo demais ao pico — e começou a cair quando a temporada exigia equilíbrio.
O calendário virou um inimigo silencioso. Foram 47 partidas, com julho e agosto selando o colapso: sete jogos em um mês, apenas uma vitória. A rotação que deveria sustentar o DNA não aconteceu. Nomes como Adiel, Léo Costa, Jackson, jeferson, Cavalleri, Gabriel Vieira, Leonan, Kevyn e Danilinho pouco contribuíram quando era preciso alternar. Ciel chegou, mas não balançou a rede sequer uma vez.
Não foi só falta de planejamento, foi falta de experiência no planejamento. O sucesso nas copas aumentou a carga de jogos, mas não houve reajuste de rota. O time foi mantido no mesmo ritmo até a exaustão. O resultado foi previsível: queda de rendimento, previsibilidade tática, e rebaixamento para a Série D.

O CSA se torna, assim, um exemplo prático da máxima de Frade: “quem chega cedo demais ao pico, cedo demais começa a cair.”