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Imagem ilustrativa da imagem CRB na Série B: uma incógnita a ser decifrada

BLOG DO
Blog do Marlon

CRB na Série B: uma incógnita a ser decifrada


				CRB na Série B: uma incógnita a ser decifrada
CRB. francisco cedrin

Exercício difícil, quase desafiador, é imaginar como será o CRB na Série B deste ano. A palavra “incógnita”, definida como aquilo que se desconhece e se busca saber, traduz perfeitamente o momento do clube. Após o encerramento do primeiro trimestre, o time regatiano ainda não apresentou uma identidade clara, definida ou marcante. Isso se explica por dois fatores objetivos: o primeiro é o desempenho oscilante nas competições iniciais da temporada; o segundo, a chegada recente de um novo treinador, com apenas oito dias de trabalho até a estreia na Série B.

Durante este início de ano, o CRB teve dificuldades recorrentes contra adversários que atuam com bloco baixo, marcação encaixada e transição rápida. Por outro lado, diante de equipes mais qualificadas — aquelas que “jogam e deixam jogar” — o time se mostrou mais confortável em campo. Mas isso, por si só, é insuficiente numa competição longa e desgastante como a Série B.

Nos estudos mais recentes da CBF Academy, a Série B segue sendo uma competição em que é preciso muito mais do que posse de bola. Força física na disputa, velocidade pelos corredores com extremos ou laterais participativos, e sobretudo, saúde para competir com intensidade são aspectos fundamentais. Não basta ter a bola — é preciso saber o que fazer com ela, sob pressão e em alta rotação.


				CRB na Série B: uma incógnita a ser decifrada
Eduardo Barroca - Técnico do CRB. francisco cedrin

Barroca, o novo treinador, costuma estruturar seus times com um volante que tenha poder de marcação e característica de “caçador” — aquele jogador capaz de pressionar, desarmar e recuperar a posse em zonas estratégicas do campo. No CRB, nos últimos anos, dois nomes desempenharam bem esse papel: Olívio, com sua força e imposição, e Falcão, com leitura, intensidade e presença em todos os setores. Se o clube quiser sustentar um modelo mais apoiado na posse e na construção ofensiva sustentada, será preciso ou contratar um atleta com esse perfil ou adaptar alguém do atual elenco à função.

O comportamento do time só poderá ser avaliado com o tempo. O desempenho, como em outras temporadas, estará inevitavelmente atrelado à obsessão pelo acesso, que segue sendo o principal objetivo do clube.

As cartas estão na mesa. A grande questão agora é: em quanto tempo o modelo proposto estará funcional e consolidado? E, mais do que isso, que alternativas o CRB terá quando os adversários, como a Série B impõe semana após semana, começarem a gerar desconfortos ao seu sistema de jogo?

A temporada vai responder.