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Imagem ilustrativa da imagem Cinco rodadas e o clássico como régua, o CRB já sabe onde precisa reforçar

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Cinco rodadas e o clássico como régua, o CRB já sabe onde precisa reforçar


				Cinco rodadas e o clássico como régua, o CRB já sabe onde precisa reforçar
Eduardo Barroca e Mário Marroquim na coletiva do CRB -. (Foto: Divulgação/CRB)

Cinco rodadas já dão um retrato. O clássico então, é régua. Ali o time é mais exigido, o jogo encurta, a decisão pesa, e o elenco aparece por inteiro, os que sustentam e os que ficam devendo.

O CRB teve um mérito claro nesse início: quase todo mundo teve oportunidade. Barroca distribuiu minutos, testou peças, mediu comportamento em jogo grande. Isso é parte do processo. Só que a temporada não vai esperar o encaixe aparecer sozinho. Semifinais chegando, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B batendo na porta. Quem quer entrar forte em tudo, ajusta agora.

O feedback é objetivo:

Zagueiro: falta um terceiro pronto, no nível de Alemão e Henri. Os meninos da base podem ser 4 e 5, ótimo, só que mata mata pede alguém com casca para entrar e manter o padrão.

Lateral esquerdo: precisa de um nome com potencial real de titularidade. Disputa de posição eleva o time. Peça só para compor ocupa espaço e não muda o nível.

Primeiro volante: falta imposição física, o cara de sustentação e bola aérea . Kallyell não dá esse lastro. Luizão precisa de concorrência nesse perfil, alguém que imponha presença, ganhe segunda bola, proteja a frente da área e permita o time jogar mais alto sem ficar exposto.

Meia: reserva do Daniel tem que ser solução imediata. Braw, hoje, entrega pouco para o peso do calendário.


				Cinco rodadas e o clássico como régua, o CRB já sabe onde precisa reforçar
Mikael em ação no Clássico das Multidões .. Ailton Cruz

Centroavante: aqui é bater a real. Mikael tem 3 gols e hoje é titular, só que não é porque está sobrando de performance, é porque os outros estão piores. Ele virou o 9 da vez muito mais por ausência de concorrência do que por dominância. E isso é perigoso, porque o CRB fica refém de um cenário onde a posição não tem disputa de alto nível. Pottker tenta, trabalha, mas parece que aqui não deu liga com o ambiente e com a ideia de jogo. Insistir tende a piorar para os dois lados. Para o CRB, porque precisa de um 9 de representatividade, que chegue para disputar de verdade e elevar o nível. Para ele, porque a tendência, pelo que vem demonstrando, é virar opção cada vez mais distante até de relação, e isso pega na carreira. O caminho mais inteligente é encerrar o ciclo com respeito, liberar folha e buscar no mercado alguém pronto para mudar a rotação do ataque.


				Cinco rodadas e o clássico como régua, o CRB já sabe onde precisa reforçar
Thiaguinho extrema canhoto do CRB. (Foto: Divulgação/CRB)

Thiaguinho também entra nesse pacote de atenção. Ainda não entregou nem perto do que terminou a temporada passada. Extremo no CRB precisa ser ameaça, precisa incomodar, precisa decidir, não dá para viver de lampejo.

No ajuste do elenco, com os garotos o caminho é outro: empréstimo bem escolhido é proteção de patrimônio. Pureza, Rodriguinho, Kallyell e Braw precisam de sequência, minuto, responsabilidade. Entrar picado não desenvolve e ainda desvaloriza. Rodagem faz bem para eles e faz bem para o CRB, que volta a ter ativos mais prontos e um grupo mais homogêneo.

A boa notícia é que vem aí o cenário perfeito para virar a chave: semana cheia de trabalho, e Barroca já falou em recuperar e elevar performance do time. Nada melhor do que ter pela frente um confronto com o adversário que vem duelando com o CRB nos últimos quatro campeonatos. Esse tipo de jogo não aceita conversa fiada. Aceita resposta.

Cinco rodadas serviram para isso: separar o que é estrutura do que é lacuna.

O CRB tem base e tem comando, agora precisa ajustar para não chegar no mata mata dependendo de improviso, sorte ou de um único roteiro.