Frequentadores da Lagoa da Anta se indignam com projeto de construção de torres
Obras que mudarão local onde funciona Hotel Jatiúca devem começar após eleições; população reage

Da Redação
24/07/2024 às 10:36 • Atualizada em 25/07/2024 às 8:54 - há XX semanas
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A construção de cinco torres habitacionais no lugar onde hoje funciona o Hotel Jatiúca, em Maceió, tem provocado indignação daqueles que moram ou frequentam a Lagoa da Anta, marco zero do turismo e um dos poucos locais de convívio na capital alagoana. O projeto, da Construtora Record, já é uma realidade, mas detalhes do que será modificado seguem às escondidas. A população teme que os prédios descaracterizem o local e causem um impacto negativo a
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o ecossistema.
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A Lojas Pernambucanas, que é proprietária do Hotel Jatiúca, e a Construtora Record, celebraram um contrato multimilionário para a construção dos prédios. Há 40 anos, a área comporta o resort pé na areia, que funciona de maneira harmônica com o ambiente. A previsão é de que as obras iniciem já depois do período eleitoral.
A construção tem deixado frequentadores apreensivos. É o caso da aposentada Gorete de Melo que é moradora local e usa o espaço na orla da Jatiúca para fazer caminhada, mas teme que o empreendimento prejudique a prática do esporte e lazer tão cultuada por ela e outras pessoas. “Com certeza essa construção vai nos prejudicar como caminhada. Não só a mim, mas todos que usam esse espaço. Espero que essas construções que vão fazer não atrapalhem tanto, porque aqui é o nosso espaço”, deseja.


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Nathália Tozetto, que é advogada, afirma que tem conhecimento da construção do novo empreendimento, mas diz ainda desconhecer a dimensão que isso pode causar. “Pra gente, que é morador do bairro, dá um pouco de medo de perder esse espaço verde que podemos passear com os cachorros, curtir o mar e olhar a lagoa, que é linda. Acho que é uma das paisagens mais bonitas de Maceió, e venho aqui quase todos os dias. Estamos um pouco preocupados”, relata.
O cirurgião-dentista Pedro Vieira dos Anjos elenca inúmeros adjetivos para classificar o ambiente. “Esse espaço é importantíssimo, área livre, verde, arejada, linda, maravilhosa. Para lazer, para desopilar não tem lugar melhor”, diz ele, que não sabia sobre as construções. “Com certeza [vai impactar] tudo isso aqui. Tirar esse espaço de lazer pelas pessoas, com certeza é uma pena muito grande para esse pessoal que transita, que faz lazer, que aproveita esse espaço todas as tardes, todos os dias”, considera.
Luciana Gonçalves é de pernambuco e escolheu Maceió para passear. Um dos pontos escolhidos por ela para conhecer na capital foi a Lagoa da Anta. “Belíssima. Eu estava pesquisando lugares para visitar aqui em Maceió, que estou a passeio, de férias com as crianças, e aí vi o lugar, achei bonito e vim conhecer e é verdadeiramente lindo”, aponta.
A informação sobre a celebração do contrato entre as duas empresas foi obtida pela Gazetaweb, junto a executivos que participaram da reunião entre os representantes da Pernambucanas e Record.