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Comércio ilegal de terrenos acontece há 30 anos em Riacho Doce, diz polícia

Investigação aponta que mais de 100 imóveis foram construídos em áreas invadidas


				Comércio ilegal de terrenos acontece há 30 anos em Riacho Doce, diz polícia
Investigação aponta que mais de 100 imóveis foram construídos em áreas invadidas. - Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (18), a Polícia Civil informou que segue investigando um esquema criminoso de estelionato e esbulho possessório no bairro Riacho Doce, região litorânea de Maceió. Durante as investigações, foi constatado que o comércio ilegal de terrenos na área ocorre há mais de 30 anos.

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De acordo com o chefe de cartório, Jorge Mendes, há ocupações antigas, feitas por invasores que estão no local há décadas, além de novos ocupantes que continuam chegando. "É um esquema antigo, com pessoas que vivem há anos ali, mas também com novos envolvidos, o que mostra que a prática criminosa persiste até hoje", afirmou.

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Segundo a polícia, mais de 100 casas já foram contabilizadas em situação irregular. Muitos moradores afirmam ter comprado os lotes, mas não se preocuparam em verificar a legalidade da transação ou se a área realmente poderia ser negociada.

Jorge Mendes também explicou que muitas pessoas constroem seus imóveis com o sonho da casa própria, mas acabam adquirindo terrenos de forma fraudulenta.

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“Essas áreas já possuem um proprietário legal, que inclusive procurou a delegacia para registrar a denúncia de que suas terras estão sendo invadidas e vendidas ilegalmente, além do desmatamento que está ocorrendo no local”, explicou.

Ele também faz um alerta para quem deseja adquirir terrenos na região. "É fundamental que o interessado tome medidas preventivas, como ir a um cartório de registro de imóveis e solicitar uma certidão de ônus para verificar quem é o verdadeiro proprietário do lote. Se a negociação for feita por meio de um corretor de imóveis, é importante conferir se ele é credenciado junto ao CRECI Alagoas."

A Polícia Civil alerta que tomar esses cuidados é essencial para evitar prejuízos financeiros e não perder o investimento feito.

Algumas pessoas envolvidas nas vendas irregulares dos imóveis já foram localizadas pela polícia. Também foram identificados moradores que compraram os terrenos de boa-fé, mas não se preocuparam em fazer a checagem adequada da documentação no cartório.

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