Veterano faz 10 reféns em banco nos EUA e é morto por agentes do FBI
Homem condenado por crimes sexuais amarrou explosivos em parte dos reféns durante sequestro em banco na Califórnia. Ninguém ficou ferido

Um veterano do Exército dos Estados Unidos identificado como Anthony Scott Searles-Harris, de 41 anos, foi morto a tiros por agentes do FBI na madrugada desta quarta-feira (3/6), após manter 10 pessoas reféns durante um assalto a banco em Bakersfield, na Califórnia. Apesar da ameaça de explosivos, todos os reféns foram resgatados sem ferimentos.
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Segundo as autoridades norte-americanas, Searles-Harris invadiu uma agência bancária por volta do meio-dia de terça-feira (2/6) e manteve as vítimas sob seu controle no segundo andar do prédio, que também abriga escritórios de um distrito escolar da região.
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Durante as negociações, o suspeito afirmou estar com uma bomba e disse ter amarrado artefatos explosivos em alguns dos reféns. A informação foi confirmada pelas equipes de segurança, de acordo com Jeremy Blakemore, subchefe da polícia de Bakersfield.
Diante da gravidade da ocorrência, o FBI enviou de Quantico sua equipe de elite especializada em resgate de reféns.


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Dois sequestrados foram libertados ainda na noite de terça, mas as negociações perderam o avanço nas horas seguintes.
Suspeito neutralizado, informou o FBI
A operação passou a ser conduzida pela equipe federal por volta das 2h desta quarta-feira. Cerca de duas horas depois, os agentes invadiram o local e neutralizaram o suspeito. Segundo o agente especial Sid Patel, responsável pelo escritório do FBI em Sacramento, Searles-Harris havia amarrado cinco dos reféns, embora mantivesse 10 pessoas sob ameaça.
“Todos saíram ilesos. Certamente enfrentarão consequências psicológicas, e nossa equipe de assistência às vítimas prestará apoio”, afirmou Patel.
Registros do Departamento de Justiça da Califórnia mostram que Searles-Harris integrava o cadastro estadual de agressores sexuais após condenações, em 2014, por crimes sexuais envolvendo uma criança menor de 14 anos. Ele deixou a prisão em 2018.
As autoridades também informaram que o homem serviu cerca de um ano no Exército dos EUA, mas recebeu dispensa desonrosa em 2007 após ser acusado de deserção.
