Felipão volta a comandar uma equipe após quase 3 anos; entenda
Felipão assume a área técnica do Grêmio interinamente contra o Botafogo

O torcedor do Grêmio vivenciará um momento nostálgico no confronto desta quarta-feira (16) contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, em jogo atrasado pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo após o anúncio oficial do retorno de Renato Gaúcho para sua quinta passagem como treinador do clube, será Luiz Felipe Scolari, o Felipão, quem estará na beira do gramado comandando a equipe. O veterano volta a exercer a função de técnico principal após quase três anos, desde que deixou o comando do Atlético-MG em março de 2024.
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A situação emergencial ocorreu após a demissão do técnico português Luís Castro no último domingo, consequência da derrota em casa para o Vasco e da proximidade do clube com a zona de rebaixamento. Exercendo o cargo de coordenador técnico do Tricolor gaúcho, Felipão assumiu a liderança dos treinamentos da semana no CT Luiz Carvalho e teve seu nome regularizado no BID da CBF. Como Renato Portaluppi desembarca no Rio de Janeiro apenas nesta terça-feira e acompanhará o jogo dos camarotes, a transição no banco de reservas ficou a cargo de Scolari.
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Uma história moldada em quatro passagens
O reencontro de Felipão com a casamata gremista renova um capítulo de profunda identificação histórica construído ao longo de quatro passagens marcantes pelo clube. Sua história no Tricolor começou em junho de 1987, quando assumiu o time e logo conquistou o Campeonato Gaúcho daquele ano. Mais tarde, entre 1993 e 1996, viveu sua verdadeira era de ouro em Porto Alegre: empilhou títulos estaduais, faturou a Copa do Brasil de 1994, a Libertadores de 1995 e o Brasileirão de 1996, além de alcançar o vice-campeonato Mundial de 1995 nos pênaltis contra o histórico Ajax. Foi também durante essa fase emblemática, na Copa dos Campeões Mundiais de 1995, que Felipão viveu a curiosa experiência de dirigir Renato Gaúcho, quando o ídolo fez uma participação pontual e vestiu a camisa 7 gremista pela última vez como atleta.


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Após 18 anos longe do clube, Scolari retornou para sua terceira passagem em 2014, sendo recebido com grande festa pela torcida e protagonizando uma inesquecível goleada por 4 a 1 sobre o rival Internacional no Brasileirão, antes de pedir demissão em maio do ano seguinte. Por fim, sua quarta e última passagem ocorreu em julho de 2021, quando assumiu o desafio de tentar salvar a equipe em um momento delicado na lanterna do Campeonato Brasileiro, permanecendo por 21 partidas até seu desligamento em outubro.
Bagagem internacional
Aos 77 anos, Felipão acumula uma das trajetórias mais vitoriosas e marcantes da história do futebol mundial. Tendo conquistado a Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira, o treinador vivenciou o momento mais doloroso de sua carreira em 2014, quando esteve no comando da Amarelinha na derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do mundial em Belo Horizonte.
Sua bagagem internacional também inclui uma marcante passagem pela Seleção Portuguesa entre 2003 e 2008. Sob o comando de Portugal, Felipão levou a equipe à histórica final da Eurocopa de 2004, realizada em solo português, terminando com o vice-campeonato após derrota surpreendente para a Grécia, além de conduzir o país ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.
No Grêmio, Felipão carrega o status de lenda. Foi o arquiteto da era vitoriosa dos anos 1990, conquistando a Copa Libertadores de 1995, o Campeonato Brasileiro de 1996 e a Copa do Brasil de 1994. Agora, em papel emergencial e de liderança, o comandante busca somar pontos cruciais no Campeonato Brasileiro para entregar a equipe em posição mais confortável a Renato Portaluppi para a sequência da temporada.
