Ministério da Saúde adquire mais 5 mil doses da vacina contra a mpox
Aumento é resultado da negociação do governo com o laboratório dinamarquês que produz o imunizante

O Ministério da Saúde (MS) anunciou neste domingo (8/11) que garantiu a aquisição de 25 mil doses da vacina contra a mpox. O montante total representa 5 mil imunizantes a mais do que os 20 mil comunicados anteriormente pela pasta.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O aumento no montante de imunizantes disponibilizados é resultado da negociação do ministério com o laboratório dinamarquês que fabrica a vacina.
Leia também
A aquisição total será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A previsão de entrega é nas próximas três semanas.
“As novas doses reforçarão o estoque estratégico nacional, que já abasteceu nove unidades da Federação com 3.650 doses, como Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal”, afirma a pasta em nota.


Jovem de 19 anos morre em acidente de carro em Arapiraca

JHC diz que eleição em AL representou ruptura com modelo político tradicional

Câmara de Maceió abre debate sobre áreas afetadas pela mineração e região norte

JHC comenta repercussão de comentários sobre seu bíceps durante a campanha
Segundo o ministério, o fato de a vacina ser produzida somente por um laboratório no mundo inteiro faz o imunizante ser escasso no mercado mundial. Por isso, o órgão emitiu uma nota técnica nesta semana que orienta estados e municípios a adotarem a aplicação intradérmica da vacina. A técnica permite utilizar um volume menor do imunizante de forma eficaz e faz ele render mais aplicações.
A mpox pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo. Crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido podem apresentar formas mais graves da doença.
O intervalo entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, chamado período de incubação, costuma variar de seis a 13 dias, mas pode chegar a 21 dias. As manifestações geralmente duram de duas a quatro semanas.
Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares e cansaço. Também pode ocorrer aumento dos linfonodos, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha.
As lesões na pele são uma das principais manifestações da mpox. Elas podem começar como manchas avermelhadas, evoluir para pequenas bolhas e, depois, formar crostas. As feridas podem ser dolorosas e aparecer em diferentes regiões do corpo.
Quem pode receber a vacina contra mpox?
A vacinação no SUS é direcionada principalmente a pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. Essas células fazem parte do sistema imunológico, e a quantidade reduzida indica maior risco de desenvolver formas graves da doença.
O esquema de imunização prevê duas doses, aplicadas com intervalo de 28 dias. A orientação é que as pessoas desse grupo procurem os centros de referência onde já fazem acompanhamento médico para realizar o cadastro e, depois, agendar a vacinação.
Conforme a disponibilidade, outros grupos também podem receber doses remanescentes do imunizante: pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus da mpox.
