Operação em AL mira grupo colombiano investigado por movimentar milhões com agiotagem
Ação coordenada pela Polícia Civil alagoana cumpre 13 mandados de busca e apreensão em três Estados
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), na manhã desta sexta-feira (6), colocou no alvo um grupo de colombianos investigados por movimentar milhões de reais em um esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de capitais. Batizada de Operação Usura, a ofensiva cumpre 13 mandados de busca e apreensão em quatro cidades de três Estados brasileiros, com atuação coordenada a partir de Alagoas.
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As diligências são conduzidas pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), por meio da Seção Especializada no Combate à Lavagem de Dinheiro (SECLD). Os mandados estão sendo cumpridos em Maceió (AL); Campinas e Americana, em São Paulo; e João Pessoa, na Paraíba.
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A investigação aponta que os suspeitos mantinham um esquema de concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos. Para esconder a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro, o grupo teria utilizado empresas, veículos e contas bancárias registrados em nome de terceiros.
Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações milionárias consideradas incompatíveis com o patrimônio e a renda estimada dos investigados. Os dados levantaram suspeitas sobre a existência de uma estrutura organizada para movimentar e ocultar os valores obtidos com as atividades investigadas.


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O caso também envolve suspeitas de ameaças e extorsões contra pessoas que contraíam empréstimos com o grupo. Um dos investigados é apontado pela apuração como principal suspeito de um homicídio ocorrido na Paraíba, que teria sido motivado pelo não pagamento de uma dívida.
A operação mobiliza forças policiais de diferentes Estados. Em São Paulo, a Polícia Civil de Alagoas conta com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), da DEIC de Campinas. Na Paraíba, as diligências têm suporte da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO).

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou a restrição de veículos vinculados aos investigados, como medida para atingir o patrimônio relacionado ao grupo.
Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos, documentos, uma grande quantia em dinheiro em espécie e joias. Os materiais serão analisados pelos investigadores e poderão ajudar a identificar outros envolvidos, esclarecer a participação individual dos suspeitos e dimensionar o volume financeiro movimentado pelo esquema.

A Polícia Civil de Alagoas informou que as diligências continuam, com foco no rastreamento dos valores, na identificação de novos integrantes da organização criminosa e no aprofundamento das provas sobre os crimes investigados.
