Casal suspeito de lavagem de dinheiro em Marechal Deodoro tinha arsenal em casa
Apesar de legalizado, fuzil foi apreendido, além de carros de luxo avaliados em cerca de R$ 300 mil cada
Veículos de luxo, arsenal, mansão, vários aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos, além de R$ 5 milhões em contas bancárias. O casal residente em Marechal Deodoro e que foi alvo da Operação Vitrine, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) nesta quarta-feira (4), vinha sendo investigado há alguns meses em decorrência da incompatibilidade dos bens com a renda declarada, de apenas R$ 4 mil. A suspeita é de que eles atuem na lavagem de dinheiro, cuja fonte ainda está sendo investigada.
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De acordo com o delegado Thales Araújo, o patrimônio acumulado pelo casal não condiz com a realidade financeira dele. Autodeclarado autônomo, o casal movimentou, nos últimos três anos, o equivalente a R$ 20 milhões. Com o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, inúmeros bens foram apreendidos, dentre eles dois carros de luxo avaliados, cada um, em R$ 300 mil.
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Na residência alvo da operação, a polícia encontrou um arsenal, com armas de todos os tipos e modelos. O suspeito de lavagem de dinheiro é atirador desportivo e acumula vários armamentos, dentre eles soco inglês e espada, todos legalizados. Durante o cumprimento do mandado, um fuzil foi apreendido, considerando que possui valor de comercialização superior a R$ 10 mil.
“Existe uma determinação judicial para apreender bens que custem acima de 10 mil reais e, por isso, só o fuzil foi recolhido como forma de recuperação patrimonial. Aparelhos celulares e outros bens também foram apreendidos”, afirma o delegado.


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No total, os bens apreendidos pela polícia equivalem ao montante de R$ 2,8 milhões. Também houve a indisponibilidade do imóvel onde foi cumprida a busca, considerando os fortes indícios de que ele foi adquirido com dinheiro ilícito.
Agora, o casal vai continuar sendo investigado. Eles foram intimados para serem interrogados e apresentarem as suas versões a respeito da origem do dinheiro para aquisição de tantos bens. “Queremos saber quais os crimes que fazem esse valor chegar aos suspeitos e para onde o dinheiro escoa”, afirmou o delegado.
