Ministério Público denuncia e pede prisão preventiva dos acusados da morte da gata Camila Regina
Denúncia aponta homem como executor das agressões e mulher como mandante da morte da gata, ocorrida em uma academia na Ponta Verde, em Maceió.

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) denunciou, nesta sexta-feira (30), um homem e uma mulher acusados de envolvimento na morte da gata Camila Regina. O caso ocorreu em 29 de agosto de 2026, da Academia Bluefit, localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Além da abertura de uma ação penal, o órgão pediu à Justiça a prisão preventiva dos dois.
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O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança da academia. O vídeo mostra agressões contra a gata, que estava imobilizada dentro de um saco plástico.
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Segundo a denúncia, o homem é apontado como responsável pelas agressões, enquanto a mulher é acusada de ordenar o crime. A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo, da 56ª Promotoria de Justiça da Capital, afirmou que o inquérito policial reuniu elementos que indicam a ocorrência do crime e a participação dos dois investigados.
A denúncia foi encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital e aponta possíveis crimes com base no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que trata de maus-tratos contra animais, e no artigo 29 do Código Penal, referente à participação em infrações penais.


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Camila Regina era uma gata comunitária, alimentada e cuidada por alunos da academia. Conforme os elementos reunidos na investigação, o animal foi colocado e mantido dentro de um saco plástico, onde teria sido submetido à asfixia.
Ainda segundo a denúncia, o homem teria pisado repetidas vezes sobre o corpo da gata, que permanecia dentro do saco, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos e provocado intenso sofrimento até a morte do animal.
Após as agressões, a mulher apontada como mandante teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo da gata, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Caso provocou mobilização de protetores
Camila Regina vivia nas imediações da academia e era alimentada diariamente por uma protetora. A gata desapareceu em 29 de agosto. A suspeita de violência levou à busca por informações e ao registro de um boletim de ocorrência.
A conclusão do inquérito e o indiciamento dos dois ex-funcionários ampliaram a mobilização por justiça. O protesto desta quinta-feira busca manter a atenção pública sobre o caso e cobrar a responsabilização dos envolvidos pelas vias legais.
O que diz a academia
A academia Bluefit disse que repudia qualquer tipo de crueldade contra a gata Camila Regina. Disse ainda que os atos contrariam os valores éticos da empresa. (veja nota na íntegra).
NOTA OFICIAL
A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.
A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.
Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.
