Alfredo Gaspar defende Flávio após ida aos EUA: “A perseguição começou”
Ex-candidato a vice-presidente afirmou que seguirá ao lado de Flávio Bolsonaro e questionou se o Estado brasileiro poderia garantir a segurança do senador e da família.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) voltou a defender Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (29), após o ex-candidato à Presidência deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos. Vice na chapa derrotada no segundo turno, o parlamentar classificou as medidas determinadas contra o senador como perseguição política.
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“Sete minutos após o resultado eleitoral, a perseguição começou. A Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro a Alexandre de Moraes”, declarou Alfredo em vídeo publicado nas redes sociais.
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O deputado também chamou Jair Bolsonaro de “preso político” e afirmou que integrantes da oposição vêm sendo perseguidos no país. As declarações representam a avaliação política de Alfredo sobre as decisões judiciais envolvendo a família Bolsonaro.
Ao recordar a convivência durante a campanha presidencial, Alfredo afirmou que Flávio recebeu mais de 2 mil ameaças de morte e destacou o lado pessoal que conheceu do companheiro de chapa.


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“Eu presenciei, eu vivi. Eu conheci um Flávio humano, um Flávio que queria um país melhor. Um Flávio que sonhou com um Brasil que trouxesse oportunidades para o seu povo”, disse.
Alfredo também questionou se as autoridades brasileiras conseguiriam garantir a segurança de Flávio e de seus familiares. “É fácil criticar. Você vivenciou dias difíceis”, afirmou, antes de manifestar solidariedade ao senador.
Segundo a Polícia Federal, o pedido de medidas cautelares foi apresentado após a identificação de risco de saída do país no âmbito de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal. A PF informou que os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados e que apura as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais. A corporação ressalvou que as restrições sobre os documentos, isoladamente, não o caracterizam como foragido.
