Após ameaças a vizinhos em Arapiraca, policial civil armado se rende durante negociação
Agente de 60 anos teria acusado duas pessoas por furto em sua residência no bairro Ouro Preto

Um policial civil de 60 anos se rendeu durante uma negociação com equipes policiais na noite dessa segunda-feira (26), após ser acusado de ameaçar dois vizinhos no bairro Ouro Preto, em Arapiraca, Agreste de Alagoas. O agente estava armado e, segundo o relatório da Polícia Militar (PM), apresentava sinais de desorientação durante a abordagem.
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A ocorrência começou após a guarnição da Rádio Patrulha 02, do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), ser acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para verificar uma denúncia de ameaça entre vizinhos.
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No local, os policiais encontraram o suspeito, identificado no relatório como um policial civil da ativa. Conforme os relatos das vítimas, uma mulher de 35 anos e um homem de 25, o agente teria feito ameaças por suspeitar que eles haviam furtado objetos de sua residência, sem apresentar provas.
Os moradores também relataram que o conflito não era recente. Segundo eles, três boletins de ocorrência por ameaça já haviam sido registrados na Central de Polícia, além de uma representação apresentada ao Ministério Público para tentar solucionar o problema.


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Durante a primeira tentativa de abordagem, os policiais militares perceberam que o agente apresentava comportamento alterado, desorientação e discurso desconexo. Ele também estava com uma arma de fogo na cintura.
Diante da situação, o comandante da guarnição acionou o supervisor do 3º BPM e solicitou apoio com escudo balístico para permitir uma abordagem segura. A equipe de plantão da Polícia Civil também foi comunicada e enviada ao local para auxiliar na condução da ocorrência.
Com a chegada dos policiais civis, a negociação foi assumida pela equipe, que conseguiu convencer o agente a se render pacificamente.
Após a entrega da pistola, os policiais constataram que a arma estava desmuniciada. Em seguida, foram realizadas buscas no imóvel para localizar possíveis carregadores ou munições, mas nenhum desses materiais foi encontrado.
Devido ao estado apresentado pelo policial, a equipe da Polícia Civil decidiu encaminhá-lo a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atendimento médico.
Enquanto isso, a guarnição da Polícia Militar acompanhou as vítimas até a Central de Polícia de Arapiraca. O delegado plantonista, Emanuel David Freitas Viana, lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de ameaça.
Após receber alta médica, o policial civil ficou sob a responsabilidade de um familiar e permaneceu com a arma desmuniciada, conforme o relatório da ocorrência.
