Arthur Lira chama prorrogação da votação de “mancha sem precedentes”
Senador eleito por Alagoas questiona decisão individual de Cristiano Zanin, do STF

O senador eleito por Alagoas Arthur Lira (PP) criticou a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou em duas horas o período de votação neste segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista à VEJA+TV, o ex-presidente da Câmara dos Deputados classificou a medida como uma “mancha sem precedentes” no processo eleitoral.
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Na avaliação de Lira, a principal preocupação está no fato de que a votação já havia sido encerrada em algumas localidades, enquanto resultados começavam a ser divulgados. Para ele, essa situação poderia interferir na decisão de eleitores que ainda estavam aptos a votar.
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O parlamentar defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se posicionasse de forma definitiva sobre o tema. Lira também questionou a legalidade da medida, argumentando que uma decisão individual de um integrante do STF não deveria interferir em questões relacionadas à organização das eleições.
Durante a entrevista, o senador eleito recordou ainda que, em 2022, houve uma solicitação para ampliar o horário de votação, mas a proposta não foi acolhida naquela ocasião. A comparação foi utilizada por ele para contestar a decisão adotada neste segundo turno.


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A prorrogação foi determinada por Cristiano Zanin em decisão individual, após um pedido apresentado pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a medida, o encerramento da votação foi estendido até as 19h.
