Dá para sentir solidão mesmo acompanhado? Entenda a diferença para isolamento
OMS considera a qualidade dos vínculos e o apoio recebido, além da quantidade de contatos

Ter pessoas por perto não impede, por si só, o sentimento de solidão. Na definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), a experiência surge quando existe uma distância entre as conexões sociais que alguém tem e aquelas de que precisa ou gostaria de ter.
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Isso é diferente de isolamento social, caracterizado pela escassez objetiva de relações, papéis sociais e interações. Uma condição diz respeito à experiência sentida; a outra, à disponibilidade de contatos.
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A OMS descreve a conexão social em três dimensões. A estrutura envolve quantidade e tipos de relações; a função, o apoio trocado; e a qualidade, o caráter positivo ou negativo das interações.
A distinção ajuda a compreender por que contar amigos ou encontros não resume o problema. O Instituto Australiano de Saúde e Bem-Estar também esclarece que uma pessoa pode estar socialmente conectada e se sentir só, ou ter poucos contatos sem experimentar solidão.


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As definições não funcionam como diagnóstico individual. Elas integram orientações de saúde pública sobre vínculos sociais e não representam uma descoberta divulgada neste domingo.
