O melhor filme da história, segundo Sabrina Carpenter
No tapete vermelho do Met Gala 2026, a estrela pop mais quente do planeta surpreendeu ao revelar seu filme favorito

No tapete vermelho do Met Gala 2026, um reporter perguntou a Sabrina Carpenter qual era seu filme favorito. Era uma daquelas perguntas de praxe, feitas para render respostas seguras e esquecíveis. Sabrina respondeu: Shrek 2 (2004), em voz alta, sem hesitar. Naquele momento, a principal atração do Coachella 2026 e vencedora do Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal por Short n’ Sweet (2024), que naquela noite cantaria ao lado de Stevie Nicks, deixou claro que continua sendo, acima de tudo, ela mesma.
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Não faltavam motivos para uma resposta mais convencional. Sabrina usava um vestido Dior feito sob medida por Jonathan Anderson, com tiras de película do filme Sabrina (1954), estrelado por Audrey Hepburn — obra que ela própria descreveu como “um dos meus filmes favoritos de todos os tempos” ao falar sobre o visual à Vogue. O vestido era um manifesto sobre cinema, identidade e a construção de uma persona que compartilha o nome com um clássico de Billy Wilder. Todo o cenário pedia uma resposta à altura. Ela entregou Shrek 2.
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Mas Shrek 2 sustenta o peso da escolha — e com folga. Lançado em 2004, o filme da DreamWorks é a maior bilheteria da história do estúdio e passou por reavaliações cada vez mais generosas ao longo dos anos, com parte da crítica chegando a considerá-lo superior ao original. A trilha sonora, certificada com disco de platina nos Estados Unidos e com mais de um milhão e duzentas mil cópias vendidas, reúne dois dos momentos musicais mais marcantes dos anos 2000: “Accidentally in Love”, do Counting Crows, indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, e a versão de “Holding Out for a Hero” gravada pela dupla Frou Frou. O filme combina referências culturais, humor afiado e uma trilha que funciona como uma seleção musical de época. Uma mistura bastante familiar para quem acompanha o trabalho de Sabrina Carpenter.
A declaração faz ainda mais sentido à luz do momento que Sabrina vive. Short n’ Sweet rendeu à cantora dois Grammys: Melhor Performance Pop Solo por “Espresso”, que se aproxima de três bilhões de reproduções, e Melhor Álbum Pop Vocal. Em 2026, ela foi a principal atração do Coachella e se apresentou no Lollapalooza Brasil, além de integrar o comitê organizador do Met Gala. No centro da cultura pop, Sabrina cultiva há anos uma persona marcada pelo humor seco e pela autoironia. Escolher Shrek 2 como filme favorito soa tão natural quanto escrever um sucesso sobre café.


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A própria noite esteve à altura do momento. Sabrina se apresentou no Met Gala com “House Tour”, “Espresso” e “Please, Please, Please” antes de dividir o palco com Stevie Nicks em duetos de “Landslide” e “Don’t Stop Thinking About Tomorrow”. Stevie ainda emendou “Gypsy” e “Edge of Seventeen” em uma sequência solo. Uma noite histórica, em um vestido feito de cinema, ao lado de uma lenda. Ainda assim, o que ficou foi a resposta sobre o ogro verde.
