“Exército do Lula” manda apoiadores pesquisar “Bolsonaro Talvane Albuquerque” no Google
Mobilização digital tenta recolocar no debate eleitoral posicionamento do ex-presidente contra a cassação do parlamentar alagoano condenado pelo assassinato de Ceci Cunha

O canal de mobilização digital “Exército do Lula” orientou seus integrantes, nesta quinta-feira (22), a pesquisar no Google os termos “Bolsonaro Talvane Albuquerque”. A ordem foi publicada na reta final do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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“Joguem todos no Google: Bolsonaro Talvane Albuquerque”, dizia a mensagem dirigida aos apoiadores do presidente.
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A ação tem como objetivo recolocar no debate eleitoral o posicionamento adotado por Jair Bolsonaro, então deputado federal, durante o processo que resultou na cassação de Talvane Albuquerque pela Câmara dos Deputados, em 1999.
Na época, Bolsonaro discursou em defesa da permanência do parlamentar alagoano e anunciou que se posicionaria contra a perda do mandato. Como a votação foi secreta, não existe um registro nominal do voto, mas o posicionamento público contrário à cassação foi documentado.


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Talvane era acusado, naquele momento, de ser o mandante do assassinato da deputada federal alagoana Ceci Cunha e de três familiares. Nascida em Feira Grande, Ceci construiu sua trajetória profissional e política em Arapiraca, onde exerceu a medicina, foi vereadora e iniciou a carreira que a levou à Câmara dos Deputados.
Ceci também era mãe do atual prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha. O crime ocorreu em dezembro de 1998, poucas horas depois de ela ser diplomada para exercer um novo mandato como deputada federal.
O mandato de Talvane foi cassado em abril de 1999 por quebra de decoro parlamentar. Anos depois, em 2012, ele foi condenado a 103 anos de prisão por ter ordenado a chacina.
A pesquisa incentivada pelo “Exército do Lula” busca associar o episódio histórico à atual candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. A publicação ocorre a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio disputarão a Presidência da República.
O episódio resgatado pela campanha petista se refere exclusivamente à posição parlamentar adotada por Jair Bolsonaro no processo de cassação. Não existe indicação de que o ex-presidente tenha participado do crime ou mantido envolvimento com a execução da deputada e de seus familiares.
