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Babá afirma que menino se queixava de dores de cabeça dias antes de morrer

Conforme a testemunha, mãe da criança atribuiu a morte a uma queda da cama


				Babá afirma que menino se queixava de dores de cabeça dias antes de morrer
Reprodução

A babá de Rhavy Abraão Alves de Lima, de 2 anos, afirmou, nesta segunda-feira (19), durante o julgamento dos acusados pela morte da criança, que o menino vinha se queixando de dores de cabeça nos dias anteriores ao óbito. A testemunha - identificada como Viviane - também relatou que Nicole Maria de Lima Braga, mãe do garoto, atribuiu a morte do filho a uma queda da cama.

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O julgamento ocorre no Fórum da Capital, em Maceió, sob a condução do juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal. Nicole e Manoel Pedro Tavares de Souza, companheiro dela, respondem pela morte do menino. A mãe aguarda o julgamento em liberdade, enquanto Manoel está preso.

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Durante o depoimento, Viviane afirmou que soube das queixas de dor de cabeça de Rhavy quase uma semana antes da morte. Segundo ela, até onde tinha conhecimento, a criança ainda não havia sido levada ao médico por causa desses sintomas.

Questionada pela defesa sobre um atendimento médico anterior, a babá disse acreditar que a passagem da criança por uma unidade de emergência havia ocorrido em razão de uma gripe. Ela ressaltou que as dores de cabeça teriam surgido nos dias que antecederam a morte.

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				Babá afirma que menino se queixava de dores de cabeça dias antes de morrer
Julgamento dos acusados pela morte da criança. MPAL

Ao relatar como soube da morte do menino, Viviane afirmou que ouviu uma vizinha comentar sobre o ocorrido e telefonou para Nicole para perguntar o que havia acontecido.

"A mãe disse que Rhavy tinha caído da cama umas 11h e notou que ele estava morto ao ver a situação dele. Eu já tinha ouvido relatos de que o menino sofria agressões, mas nunca presenciei violência contra a criança", relatou.

Questionada pela promotoria sobre quem seria responsável pelas supostas agressões, ela apontou a mãe, com base nas informações que disse conhecer.

A babá também contou que, em determinada ocasião, o menino chegou à sua casa com uma das orelhas arroxeada. Segundo ela, fez uma fotografia e a enviou para Nicole, que teria explicado que a criança havia prendido a orelha em uma porta.

"Eu não convivia com o casal e estive na residência poucas vezes. As crianças costumavam ficar muito tempo com a bisavó materna e aí decidi trabalhar como babá para ajudar nos cuidados."

A testemunha também fez comentários sobre a alimentação do menino, afirmando que a mãe costumava enviar lanches em vez de almoço. "Rhavy tinha anemia e recebia alimentos como salgadinho e refrigerante, o que não era certo na minha opinião."

Homicídio qualificado

Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza são acusados de homicídio triplamente qualificado pela morte de Rhavy. A acusação aponta motivo fútil, uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos. O Ministério Público também sustenta o emprego de meio cruel.

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