Antes de atacar Lula, Roberta Luchsinger dizia sofrer preconceito por ser rica e de esquerda: ‘Elite jamais aceitou’
Antes de anunciar uma doação de até R$ 1 milhão ao presidente, empresária diz que elite rejeitava políticas

Roberta Luchsinger, conhecida por sua ligação familiar com o banco Credit Suisse e pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que sofria preconceito por ser rica e ter posições políticas de esquerda. Na época, ela anunciou a intenção de doar R$ 500 mil a Lula e disse que o valor poderia chegar a R$ 1 milhão.
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A declaração ocorreu em meio à repercussão de sua vida pessoal e financeira. Roberta afirmou que recebia mais manifestações de apoio do que críticas e atribuiu parte das reações negativas à resistência de setores da elite às políticas de combate à miséria.
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Roberta disse que pretendia ampliar a contribuição por meio da doação de objetos pessoais. Segundo ela, o movimento havia crescido e outras pessoas a procuravam para participar. A empresária também afirmou que avaliaria a decisão definitiva sobre a doação após alguns dias, diante da exposição nas redes sociais.
“Eu sabia que ao declarar apoio ao Lula haveria uma reação mais forte da elite, que jamais aceitou o fato de um governo priorizar o combate à miséria”, declarou.


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Ela disse aceitar divergências políticas, desde que o respeito fosse mantido. Também afirmou que continuaria defendendo suas ideias e que desejava contribuir para a retomada do crescimento econômico, a geração de empregos e a melhora da renda das classes menos favorecidas.
Dívidas e versão sobre o Credit Suisse
Na ocasião, Roberta era alvo de dois processos. Um envolvia uma dívida de R$ 232 mil em taxas de condomínio do imóvel de luxo onde morava, em Higienópolis, na região central de São Paulo. O outro tratava de R$ 64 mil em prestações não pagas a uma fabricante de móveis de luxo.
Ela não negou as pendências e afirmou que seus advogados cuidavam dos casos. Segundo Roberta, os valores seriam quitados se fossem devidos e após a definição de um preço considerado justo.
A assessoria do Credit Suisse, por sua vez, afirmou que Peter Luchsinger, avô de Roberta, não era herdeiro do banco e nunca havia trabalhado na instituição. O banco foi fundado em 1856 por Alfred Escher, cujas duas filhas, segundo a assessoria, não deixaram herdeiros. A instituição não soube informar se Peter havia possuído ações. Roberta sustentou que o avô tinha muitas ações do banco.
Projetos sociais e planos políticos de Roberta Luchsinger
Ex-mulher do ex-deputado Protógenes Queiroz e ex-passista da escola de samba ‘Vai-Vai’, Roberta também desenvolvia projetos sociais. Na ocasião, preparava um jantar para amigos do PCdoB e organizava o aniversário de seis anos da filha, Guilhermina, na Brasilândia, bairro de São Paulo. Ela planejava distribuir um bolo às crianças da região, uma das áreas mais carentes da capital paulista.
Ao falar sobre preconceito, Roberta citou racismo, machismo e homofobia e afirmou que o ódio era ainda mais devastador. Disse considerar necessário combater todas as formas de opressão.
Sobre uma possível candidatura, afirmou que ainda avaliava como poderia contribuir para um projeto de desenvolvimento econômico e social. Segundo ela, a decisão dependeria também da opinião das pessoas que a acompanhavam politicamente.
Roberta relacionou a necessidade de renovação política ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e ao arquivamento do processo contra Michel Temer. Na ocasião, disse trabalhar no desenvolvimento de projetos sociais e confirmou que organizaria um jantar para integrantes do PCdoB que admirava.
