Centrão mantém estrutura de bloco de apoio para reeleição de Hugo
Na terça-feira (13), o PSD encabeçou o projeto de continuidade do grupo que elegeu Motta presidente da Casa com 444 votos, com o apoio de PT e PL

O bloco de nove partidos do chamado "Centrão" decidiu nesta quarta-feira (14) por manter o encaminhamento de apoio ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), à reeleição.
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Em nota divulgada à imprensa, os representantes do União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade entraram em convergência para a continuidade de Motta à frente da Casa Baixa. Em 2025, o bloco articulou um apoio maciço ao deputado paraibano, que resultou em 444 votos em uma coalizão de 17 partidos - entre eles, o PT e PL.
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"Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço a todos os 513 deputados e avançando nas decisões importantes para o país. Com esse espírito de união, harmonia e compromisso, o bloco seguirá trabalhando de forma conjunta", diz a nota.
Na terça-feira (13), o PSD encabeçou o projeto de recondução de Motta durante reunião interna do partido, com a presença do presidente. Na ocasião, mencionou que a manutenção do bloco significaria um projeto de "sobrevivência" das figuras de centro frente à nova leva de parlamentares eleitos nas eleições de 4 de outubro.


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Motta deve enfrentar maior dificuldade para continuar na cadeira que ocupa hoje, tendo em vista a nova leva de deputados eleitos e a predominância do PL frente aos demais partidos.
Como mostrou a CNN, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse que o plano é seguir com Motta mesmo com ameaça do PL na nova legislatura.
O PL, porém, resiste e discute o lançamento de uma candidatura própria, como a do deputado federal Altineu Cortês, do Rio de Janeiro. A cúpula nacional do partido de direita, porém, avalia que, mesmo com as maiores bancadas federais na Câmara e no Senado, terá de abrir mão do comando de uma das Casas Legislativas por um acordo partidário.
Embora integrantes do PL, como o atual líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), tenham planos de ser presidente da Câmara eventualmente, o partido está aberto a uma composição com o centrão para buscar um acordo que assegure a eleição de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado.
*Sob supervisão de Mayara da Paz
