PF investiga desvios na saúde por empresa que recebeu mais de R$ 1 bi
Operação investiga suspeita de desvios de verbas públicas federais; Justiça determinou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos

A Polícia Federal, em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União), deflagrou, na quinta-feira (8), a Operação Coaptação para investigar uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos destinados à saúde. Entre os bens apreendidos estão carros de luxo, como uma McLaren Artura e um Chevrolet Corvette, além de um relógio avaliado em R$ 3 milhões. Segundo a PF, a principal empresa investigada recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal entre 2007 e 2025.
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A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental. De acordo com as investigações, o grupo utilizaria empresas de fachada e documentos ideologicamente falsos para desviar recursos provenientes de contratos públicos firmados por entidades que atuam no setor da saúde. O caso começou a ser investigado após a identificação de movimentações financeiras suspeitas, incluindo saques em espécie.
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Entre os veículos identificados estão uma McLaren Artura, dos anos-modelo 2025/2026, um Chevrolet Corvette, de 2025, e um Denza B5, de 2026/2027. Também aparecem na relação um BYD Dolphin Mini, um Mini Cooper, um Jeep Commander, um Honda HR-V, um Toyota Corolla e duas picapes Ford Ranger. A lista inclui veículos de diferentes categorias e faixas de preço.
Além dos automóveis, foram identificados artigos de luxo, como um relógio avaliado em R$ 3 milhões, relógios da marca Rolex estimados em cerca de R$ 75 mil cada e uma pulseira Love, da Cartier, avaliada em R$ 58 mil.


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Mandados e bloqueio de patrimônio
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá, no Ceará, e em Campina Grande, na Paraíba. As medidas foram autorizadas pela 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará.
A decisão judicial também determinou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos supostamente vinculados aos investigados, além do afastamento cautelar de cinco gestores de suas funções gerenciais, financeiras ou de representação. Os sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas à investigação também foram quebrados.
Segundo a Polícia Federal, as medidas patrimoniais têm como objetivo assegurar um eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dissipação de ativos supostamente adquiridos com recursos de origem ilícita. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias dos contratos e a destinação dos recursos públicos envolvidos.
*Sob supervisão de Manuella Dal Mas
