Zema usa celular na cabine de votação, apesar de regras do TSE
Candidato à presidência da República pelo Novo, Romeu Zema votou enquanto olhava para o celular, conforme mostra vídeo

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) entrou com o celular na mão na cabine de votação, na manhã deste domingo (4/10), na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba.
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A regra da Justiça Eleitoral proíbe que eleitores portem celulares na cabine, mesmo que os aparelhos estejam desligados. Antes de votar, o equipamento deve ser deixado no local indicado pela mesa receptora. A medida busca preservar o sigilo do voto.
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Zema chegou à escola por volta das 9h para votar. Após deixar Araxá, a previsão é que siga de carro para Belo Horizonte, onde acompanhará a apuração dos votos no Bar da Esquina, na Rua Sergipe, no Centro da capital mineira.
Críticas ao Judiciário


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Após votar, Zema fez críticas ao Judiciário e afirmou que, na avaliação dele, decisões judiciais têm beneficiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a disputa eleitoral.
“O Judiciário claramente está sendo utilizado para que Lula e o PT tenham vantagens nessa eleição. Como eles não têm resultados bons, estão tentando ganhar na canelada, e o juiz não está apontando falta”, afirmou.
Zema também disse considerar que há um “Judiciário capturado pelo PT” e afirmou que continuará fazendo denúncias. “Isso não me amedronta em nada. Já vasculharam a minha vida. Não fui eu que tive contato com banqueiro bandido”, declarou.
O candidato disse ainda que seguirá na política independentemente do resultado das urnas. “Vou continuar a luta, independentemente de resultado. Nós queremos e já provamos que é possível fazer política limpa, sem levar parentada. Eu mostrei que é possível fazer política sem corrupção.”
Por fim, Zema comentou a disputa eleitoral em Minas Gerais. “Estou satisfeito que, em Minas, a chance de o PT ganhar é cada vez menor”, disse.
O Metrópoles questionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre Zema ter usado o aparelho na cabine de votação e se alguma medida será tomada. Até o momento, não houve retorno, mas o espaço permanece aberto.
Celular na hora de votar
O TSE proíbe o porte e o uso de aparelhos celulares dentro da cabine de votação nas eleições. O cidadão pode transportar o aparelho até a seção eleitoral, inclusive para apresentar o aplicativo e-Título à mesa receptora, mas deve entregá-lo aos mesários antes de se dirigir à urna eletrônica, mesmo se o telefone estiver desligado.
A recusa em entregar o smartphone impede o exercício do voto e autoriza a presidência da mesa a acionar a força policial. Além dos telefones móveis, a proibição no espaço reservado da urna abrange máquinas fotográficas, filmadoras e equipamentos de radiocomunicação, com o objetivo de preservar o sigilo do voto.
Pessoas com deficiência que utilizam tecnologias assistivas essenciais, a exemplo de aparelhos auditivos, contam com permissão legal para entrar com os dispositivos durante a votação.
O eleitor pode ingressar na cabine com anotações em papel com os números dos candidatos escolhidos. Em relação às vestimentas, as regras eleitorais autorizam o uso de bermuda, boné ou chinelo, bem como a manifestação individual e silenciosa por meio de camisetas, broches e adesivos partidários.
Em contrapartida, é proibido votar sem camisa ou em trajes de banho, como sunga, maiô e biquíni, além de ser vedada a aglomeração coletiva com roupas padronizadas.
Para a identificação civil na seção, são aceitos documentos oficiais com foto como carteira de identidade, passaporte, carteira nacional de habilitação, certificado de reservista ou carteira de trabalho física, ainda que com prazo de validade expirado.
