Em entrevista ao Fala, Líder (veja aqui), programa apresentado por Edivaldo Junior na CBN Maceió, o presidente estadual do PT afirmou que o eleitor deve comparar obras, serviços e resultados antes de escolher o próximo governador.
“Alagoas não pode ser governada pelo Instagram, pelas redes sociais”, afirmou. Ronaldo usou a declaração para criticar o modelo político de JHC e defender a candidatura de Renan Filho.
Segundo ele, o que deve pesar na escolha é a capacidade de entregar hospitais, UPAs, creches, escolas, unidades de segurança e concursos públicos. “Tem que ser governada com alguém que construa hospital onde precisa de hospital, que construa UPA onde precisa de UPA, que construa creche onde precisa de creche, que construa CISP, que faça concurso público”, disse.
Ao longo da entrevista, Ronaldo voltou várias vezes à comparação entre os dois grupos políticos. Ele destacou a expansão da rede hospitalar, a duplicação de rodovias, investimentos em educação e segurança e disse que Alagoas vive hoje uma realidade diferente da que encontrou no início de sua trajetória política.
Na avaliação dele, parte dessa mudança começou no governo Renan Filho e teve continuidade com Paulo Dantas. Ronaldo também criticou a situação da educação em Maceió e questionou investimentos feitos pela Prefeitura na saúde. Segundo ele, o eleitor deve ir além da propaganda e procurar indicadores para avaliar o desempenho de cada gestão.
O presidente do PT afirmou ainda que vai insistir na comparação entre projetos. Para ele, a eleição deve ser decidida pelo que cada grupo já conseguiu fazer quando teve oportunidade de governar.
Ronaldo reconhece a importância das redes sociais na comunicação política, mas diz que elas não podem substituir a gestão. Na avaliação dele, o próximo governador terá de responder a problemas concretos do Estado, e não apenas produzir conteúdo para a internet.
“Não vê quem não quer”, afirmou, ao defender que o eleitor observe o que foi entregue nos últimos anos e compare com o que foi feito pela gestão de Maceió. Para Ronaldo Medeiros, a reta final da campanha deve justamente reforçar esse contraste.
De um lado, diz ele, estará a disputa de imagem e presença nas redes. Do outro, a comparação de obras, políticas públicas e serviços que chegam à população.