Após ataque no Bafta, ativista com Tourette verá cerimônia em área separada
Durante a cerimônia do Bafta em fevereiro, Davidson proferiu involuntariamente um insulto racista

John Davidson, ativista com síndrome de Tourette, voltará ao Bafta meses após a polêmica envolvendo Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Durante a cerimônia de 2026, realizada em fevereiro, Davidson proferiu involuntariamente um insulto racista contra os atores enquanto eles estavam no palco para apresentar um prêmio.
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Em novembro, o ativista participará do Bafta Escócia, no qual o filme I Swear, baseado na história de vida dele, recebeu sete indicações. A premiação, no entanto, adotou algumas medidas para evitar que um episódio semelhante volte a acontecer.
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Segundo informações da Variety, a organização consultou especialistas em síndrome de Tourette e fez ajustes para permitir que Davidson participe do evento. Com isso, John assistirá à cerimônia em um espaço “separado e confortável” dentro do local, acompanhado de familiares e amigos.
Uma revisão independente encomendada pelo Bafta após o incidente concluiu que havia “diversas fragilidades estruturais no planejamento, nos procedimentos de escalonamento e nos mecanismos de coordenação de crises da Bafta”. O relatório, porém, não encontrou evidências de “intenção maliciosa” ou de “racismo institucional”.


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Relembre o caso
A cerimônia do Bafta foi marcada por insultos racistas contra os atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Na ocasião, o ativista John Davidson, diagnosticado com síndrome de Tourette, ofendeu os artistas.
Em certo momento da premiação, Michael B. Jordan e Delroy, estrelas de Pecadores, subiram ao palco para apresentar uma categoria da noite. Naquele momento, Davidson gritou o termo “nigger”, insulto racista e ofensivo derivado de um termo pejorativo usado contra pessoas negras.
Apesar da situação, os atores seguiram com a apresentação da categoria e não responderam ao ativista. Alan Cumming, apresentador da cerimônia do Bafta, pediu desculpas logo depois.
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