
Algumas lideranças da direita em Alagoas estão tentando cancelar o único candidato ao Senado que é declaradamente conservador e apoia Flávio Bolsonaro.
Depois de ser alvo de um movimento pela retirada de sua candidatura ao Senado, Davi Davino Filho, candidato a senador pelo Republicanos, reagiu, acusou interferência nos rumos do campo conservador e apontou Arthur Lira como o nome por trás do que chama de “sistema”.
A pressão contra Davi parte de lideranças da direita que defendem voto em Marina Candia e Arthur Lira para tentar derrotar Renan Calheiros. A tese é a do voto útil: Davi não teria crescido o suficiente nas pesquisas e, ao permanecer na disputa, poderia tirar votos de quem estaria em melhores condições de enfrentar Renan.
Em vídeo nas redes sociais, Davi disse que vinha evitando criar desconforto com a direita, mas resolveu falar depois de ser citado pelo deputado Cabo Bebeto e por outros nomes da direita de Alagoas, a exemplo de Eduardo Canuto e Anderson Xavier.
O que está em jogo, ao fim e ao cabo, é o voto dos conservadores em Alagoas. Com a saída de Alfredo Gaspar da disputa ao Senado, Lira e Marina receberam apoio de lideranças bolsonaristas e tentam ocupar esse espaço.
Davi reage para evitar que o voto conservador seja concentrado no deputado do PP ou na candidata do PSDB. No fim do vídeo, mandou um recado aos adversários: “Vocês jamais mudarão a minha opinião e jamais me comprarão”, disse.
PerfilDavi Davino Filho é o único candidato ao evangélico, conservador e que apoia Flavio Bolsonaro em Alagoas. A direita, ao tentar cancelar contra sua candidatura, em defesa de nomes como Lira e Marina precisa ter justificativas melhores. No sistema democrático brasileiro todo cidadão tem direito a votar e ser votado. E Davi não?
Ao tentar cassar ou cancelar Davi, com a tese de voto útil, lideranças de direita mostram que não estão prontas para o debate, nem para respeitar o direito do outro.